Diabetes mellitus: uso de metformina por pelo menos cinco anos pode reduzir risco de câncer de mama, segundo publicação do Diabetes Care
O uso por longo prazo de metformina1 para tratamento do diabetes mellitus tipo 2 ajuda a reduzir o risco de câncer de mama, segundo trabalho publicado no periódico Diabetes Care.
Uma análise caso-controle envolvendo 22.621 mulheres em uso oral de agentes hipoglicemiantes para o diabetes mellitus tipo 2 avaliou se o uso destes medicamentos afetavam o risco para os tumores de mama.
Os resultados mostraram que o uso de metformina por pelo menos cinco anos reduziu o risco para câncer de mama, enquanto o uso de metformina por períodos curtos ou dos outros hipoglicemiantes, como as sulfonilureias, não alteraram o risco desta patologia.
Fonte: Diabetes Care
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domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Novo Código de Ética Médica
Novo Código de Ética Médica entra em vigor a partir de 13 de abril de 2010
Após mais de 20 anos de vigência do Código anterior, entra em vigor hoje o novo Código de Ética Médica revisado, atualizado e com o objetivo de melhorar a relação médico-paciente.
A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica e diversas entidades médicas trabalharam durante dois anos para observar atentamente os avanços tecnológicos e científicos, a autonomia e o esclarecimento do paciente, e reconhecer claramente o processo de terminalidade da vida humana.
Na formulação do novo Código foram consideradas as mudanças sociais, jurídicas e científicas, análises de códigos de ética médica de outros países e de elementos de jurisprudência e posicionamentos que já integram pareceres, decisões e resoluções da Justiça, das Comissões de Ética locais às resoluções éticas do CFM e CRMs editadas desde 1988, além de mais de 2.500 contribuições enviadas por médicos e entidades de todo o país.
O novo documento é composto por 25 princípios fundamentais do exercício da Medicina, 10 normas diceológicas, 118 normas deontológicas e quatro disposições gerais.
Destaques do Código de Ética Médica de 2010:
* No processo de tomada de decisões profissionais, “o médico aceitará as escolhas de seus pacientes relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos”.
* “Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados”.
* Está proibido criar embriões com finalidades de escolha de sexo ou eugenia. Já a terapia gênica está prevista, pois envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças, apresentando grandes perspectivas de desenvolvimento.
* Em anúncios profissionais, é obrigatório incluir o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina. Os anúncios de estabelecimentos de saúde também devem constar o nome e o número de registro do diretor técnico.
* Quando docente ou autor de publicações científicas, o médico deve declarar relações com a indústria de medicamentos, órteses, próteses, equipamentos, etc, e outras que possam configurar conflitos de interesses, ainda que em potencial.
* É vedado ao médico estabelecer vínculo com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos.
* A introdução do conceito de responsabilidade subjetiva do médico preconiza que esta não se presume, tem que ser provada para que ele possa ser penalizado – por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. É o reconhecimento de que, na área médica, não se pode garantir cura ou resultados específicos para ninguém. O Parágrafo único do Art. 1º do Capítulo III sobre Responsabilidade Profissional, diz que “a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida”.
* O artigo 39 proíbe o médico “opor-se à realização de junta médica ou segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal”. Ao mesmo tempo, o médico não pode desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente determinados por outro médico. A exceção é quando houver situação de indiscutível benefício para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico responsável.
* É vedado ao médico “manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas, envolvendo seres humanos, que usem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada.”
* A prescrição médica e o atestado médico têm de ser legíveis e devem ter a identificação do médico.
* Faltar plantão ou abandoná-lo é falta grave. Na ausência de médico plantonista, a direção técnica do estabelecimento deve providenciar a substituição.
Fonte: Conselho Federal de Medicina
Após mais de 20 anos de vigência do Código anterior, entra em vigor hoje o novo Código de Ética Médica revisado, atualizado e com o objetivo de melhorar a relação médico-paciente.
A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica e diversas entidades médicas trabalharam durante dois anos para observar atentamente os avanços tecnológicos e científicos, a autonomia e o esclarecimento do paciente, e reconhecer claramente o processo de terminalidade da vida humana.
Na formulação do novo Código foram consideradas as mudanças sociais, jurídicas e científicas, análises de códigos de ética médica de outros países e de elementos de jurisprudência e posicionamentos que já integram pareceres, decisões e resoluções da Justiça, das Comissões de Ética locais às resoluções éticas do CFM e CRMs editadas desde 1988, além de mais de 2.500 contribuições enviadas por médicos e entidades de todo o país.
O novo documento é composto por 25 princípios fundamentais do exercício da Medicina, 10 normas diceológicas, 118 normas deontológicas e quatro disposições gerais.
Destaques do Código de Ética Médica de 2010:
* No processo de tomada de decisões profissionais, “o médico aceitará as escolhas de seus pacientes relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos”.
* “Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados”.
* Está proibido criar embriões com finalidades de escolha de sexo ou eugenia. Já a terapia gênica está prevista, pois envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças, apresentando grandes perspectivas de desenvolvimento.
* Em anúncios profissionais, é obrigatório incluir o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina. Os anúncios de estabelecimentos de saúde também devem constar o nome e o número de registro do diretor técnico.
* Quando docente ou autor de publicações científicas, o médico deve declarar relações com a indústria de medicamentos, órteses, próteses, equipamentos, etc, e outras que possam configurar conflitos de interesses, ainda que em potencial.
* É vedado ao médico estabelecer vínculo com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos.
* A introdução do conceito de responsabilidade subjetiva do médico preconiza que esta não se presume, tem que ser provada para que ele possa ser penalizado – por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. É o reconhecimento de que, na área médica, não se pode garantir cura ou resultados específicos para ninguém. O Parágrafo único do Art. 1º do Capítulo III sobre Responsabilidade Profissional, diz que “a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida”.
* O artigo 39 proíbe o médico “opor-se à realização de junta médica ou segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal”. Ao mesmo tempo, o médico não pode desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente determinados por outro médico. A exceção é quando houver situação de indiscutível benefício para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico responsável.
* É vedado ao médico “manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas, envolvendo seres humanos, que usem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada.”
* A prescrição médica e o atestado médico têm de ser legíveis e devem ter a identificação do médico.
* Faltar plantão ou abandoná-lo é falta grave. Na ausência de médico plantonista, a direção técnica do estabelecimento deve providenciar a substituição.
Fonte: Conselho Federal de Medicina
sábado, 19 de junho de 2010
NEJM: ácido valproico está associado a defeitos congênitos em grávidas que usam a medicação no primeiro trimestre da gestação
O uso de ácido valproico no primeiro trimestre da gravidez1 está associado ao aumento do risco de defeitos congênitos2 como espinha bífida, mas dados sobre outras malformações congênitas ainda são limitados, segundo artigo publicado pelo The New England Journal of Medicine.
Dados de oito estudos de coorte3 publicados foram combinados (1.565 grávidas expostas ao ácido valproico, dentre as quais foram observadas 118 malformações maiores na prole) e identificou-se 14 malformações significativamente mais comuns entre os nascidos de mães expostas ao ácido valproico durante o primeiro trimestre da gravidez1. Foram avaliadas as associações entre o uso de ácido valproico durante o primeiro trimestre e estas 14 malformações em um estudo caso controle com dados de registros populacionais de anomalias congênitas do European Surveillance of Congenital Anomalies (EUROCAT). Os registros com qualquer uma das 14 malformações foram comparados com dois grupos controle, um consistindo de bebês4 com malformações não previamente ligadas ao uso de ácido valproico (grupo controle 1) e outro com bebês4 com anormalidades cromossômicas (grupo controle 2). Os dados incluíram 98.075 nascidos vivos, natimortos ou terminados em malformações dentre 3,8 milhões de nascimentos em países europeus de 1995 a 2005.
A exposição à monoterapia com ácido valproico, quando comparada ao não uso de medicações anti-epilépticas, está associada ao aumento significativo de seis malformações das 14 estudadas. São elas: espinha bífida, defeitos do septo atrial, fenda palatina, hipospádia, polidactilia e craniosinostose.
Resultados semelhantes foram observados com o uso de outras medicações anti-epilépticas, mas os dados ainda são limitados.
Fonte: NEJM
Dados de oito estudos de coorte3 publicados foram combinados (1.565 grávidas expostas ao ácido valproico, dentre as quais foram observadas 118 malformações maiores na prole) e identificou-se 14 malformações significativamente mais comuns entre os nascidos de mães expostas ao ácido valproico durante o primeiro trimestre da gravidez1. Foram avaliadas as associações entre o uso de ácido valproico durante o primeiro trimestre e estas 14 malformações em um estudo caso controle com dados de registros populacionais de anomalias congênitas do European Surveillance of Congenital Anomalies (EUROCAT). Os registros com qualquer uma das 14 malformações foram comparados com dois grupos controle, um consistindo de bebês4 com malformações não previamente ligadas ao uso de ácido valproico (grupo controle 1) e outro com bebês4 com anormalidades cromossômicas (grupo controle 2). Os dados incluíram 98.075 nascidos vivos, natimortos ou terminados em malformações dentre 3,8 milhões de nascimentos em países europeus de 1995 a 2005.
A exposição à monoterapia com ácido valproico, quando comparada ao não uso de medicações anti-epilépticas, está associada ao aumento significativo de seis malformações das 14 estudadas. São elas: espinha bífida, defeitos do septo atrial, fenda palatina, hipospádia, polidactilia e craniosinostose.
Resultados semelhantes foram observados com o uso de outras medicações anti-epilépticas, mas os dados ainda são limitados.
Fonte: NEJM
sábado, 29 de maio de 2010
Noite mal dormida pode diminuir a sensibilidade à ação da insulina
Uma noite mal dormida pode diminuir a sensibilidade à ação da insulina no organismo, de acordo com estudo divulgado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
Estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que mesmo uma única noite mal dormida pode dificultar a habilidade do organismo em usar a insulina1.
Pesquisadores do Leiden University Medical Center realizaram um estudo, com pequeno número de indivíduos saudáveis, observando-os após uma noite de oito horas de sono e novamente após uma noite de quatro horas de sono. A restrição parcial do sono durante uma única noite reduziu alguns tipos de sensibilidade à ação da insulina1 em cerca de 19 a 25%. Baseado nestes achados, os autores relatam que a sensibilidade à insulina1 pode não ser pré-determinada em indivíduos saudáveis, mas ser resultado da duração do sono.
Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos da privação de sono, durante uma única noite, em relação à ação da insulina1 no organismo. Esta pode ser uma explicação para o aumento da resistência insulínica e o maior número de diabetes mellitus2 observado. No entanto, estudos com a participação de maior número de indivíduos são necessários.
Fonte: The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
Estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que mesmo uma única noite mal dormida pode dificultar a habilidade do organismo em usar a insulina1.
Pesquisadores do Leiden University Medical Center realizaram um estudo, com pequeno número de indivíduos saudáveis, observando-os após uma noite de oito horas de sono e novamente após uma noite de quatro horas de sono. A restrição parcial do sono durante uma única noite reduziu alguns tipos de sensibilidade à ação da insulina1 em cerca de 19 a 25%. Baseado nestes achados, os autores relatam que a sensibilidade à insulina1 pode não ser pré-determinada em indivíduos saudáveis, mas ser resultado da duração do sono.
Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos da privação de sono, durante uma única noite, em relação à ação da insulina1 no organismo. Esta pode ser uma explicação para o aumento da resistência insulínica e o maior número de diabetes mellitus2 observado. No entanto, estudos com a participação de maior número de indivíduos são necessários.
Fonte: The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Câncer de mama: beta-bloqueadores podem reduzir metástases e melhorar a sobrevida de pacientes portadores destes tumores.
Câncer de mama: beta-bloqueadores podem reduzir metástases e melhorar a sobrevida de pacientes portadores destes tumores, segundo trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference
Trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference, em Barcelona, mostra que o uso de beta-bloqueadores pode reduzir a formação de metástases em tumores de mama e melhorar a sobrevida de pacientes nesta condição.
Pesquisas recentes sugerem que neurotransmissores induzem a migração de células cancerosas mediada por receptores beta-2 adrenérgicos. O tratamento com beta-bloqueadores pode proteger contra metástases melhorando os resultados clínicos no câncer1 de mama.
Estudo epidemiológico sobre tratamento com beta-bloqueador e sua associação com metástases e sobrevida do câncer1 de mama foi realizado em pacientes com tumores operáveis nas mamas (n=466). Secundariamente, os níveis proteicos de um dos receptores dos beta-bloqueadores (receptores beta-2 adrenérgicos) foram avaliados como um candidato a biomarcador dos resultados clínicos usando as técnicas de microarranjo de tecidos (n= 689 casos) e imunohistoquímica.
Noventa e dois de 466 pacientes recebendo antihipertensivos participaram do estudo. Quarenta e três destes 92 (46,7%) eram pacientes com câncer1 de mama que estavam recebendo beta-bloqueadores no momento do diagnóstico2 do tumor3.
Eles mostraram redução significativa na formação de metástases (p=0,03) e na recorrência local do tumor3 (p=0,003). Além disso, houve aumento da sobrevida e 71% de redução no risco de mortalidade4 específica para câncer1 de mama.
As conclusões são animadoras, mas novos estudos, envolvendo maior número de pacientes, são necessários para validar os resultados da presente pesquisa.
Fonte:European Breast Cancer Conference
Trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference, em Barcelona, mostra que o uso de beta-bloqueadores pode reduzir a formação de metástases em tumores de mama e melhorar a sobrevida de pacientes nesta condição.
Pesquisas recentes sugerem que neurotransmissores induzem a migração de células cancerosas mediada por receptores beta-2 adrenérgicos. O tratamento com beta-bloqueadores pode proteger contra metástases melhorando os resultados clínicos no câncer1 de mama.
Estudo epidemiológico sobre tratamento com beta-bloqueador e sua associação com metástases e sobrevida do câncer1 de mama foi realizado em pacientes com tumores operáveis nas mamas (n=466). Secundariamente, os níveis proteicos de um dos receptores dos beta-bloqueadores (receptores beta-2 adrenérgicos) foram avaliados como um candidato a biomarcador dos resultados clínicos usando as técnicas de microarranjo de tecidos (n= 689 casos) e imunohistoquímica.
Noventa e dois de 466 pacientes recebendo antihipertensivos participaram do estudo. Quarenta e três destes 92 (46,7%) eram pacientes com câncer1 de mama que estavam recebendo beta-bloqueadores no momento do diagnóstico2 do tumor3.
Eles mostraram redução significativa na formação de metástases (p=0,03) e na recorrência local do tumor3 (p=0,003). Além disso, houve aumento da sobrevida e 71% de redução no risco de mortalidade4 específica para câncer1 de mama.
As conclusões são animadoras, mas novos estudos, envolvendo maior número de pacientes, são necessários para validar os resultados da presente pesquisa.
Fonte:European Breast Cancer Conference
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
SIMERS notifica universidades para emitir Diploma de Médico
SIMERS notifica universidades para emitir Diploma de Médico
O SIMERS está notificando a Universidade Federal do RS (Ufrgs) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para que as duas instituições promovam a emissão de diploma de médico e não mais de bacharel em Medicina. O mesmo documento exige a reexpedição de diplomas para profissionais formados desde 2007 e que receberam o título de bacharel.
A medida reforça a resposta dada pelo Ministério da Educação (MEC) ao SIMERS, na tarde desta quarta-feira, 22, ao reconhecer que a expressão bacharel não deve ser utilizada (leia, abaixo, a resposta). Milhares de acadêmicos protestaram em todo o Estado, na semana passada contra o título de “Bacharel em Medicina”, e em favor do Diploma de Médico, numa mobilização histórica na véspera do Dia do Médico. O fato forçou o MEC a reconhecer que a expressão não deve ser utilizada.
A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) também deve solicitar uma posição oficial do MEC sobre o tema. Em congresso anual da entidade, de 18 a 21 na Bahia, o ministro Fernando Haddad garantiu que não há interesse da pasta em alterar a titulação e que ele mesmo vai responder à entidade.
“Fomos às ruas em defesa do diploma médico e temos certeza que, se não fosse a mobilização, os diplomas de bacharel continuariam a ser confeccionados”, reforça a presidente em exercício do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, ao lembrar o ato histórico do dia 17, que teve forte apoio do SIMERS na sua organização e mobilização.
O Ministério da Educação esclarece que:
1. O MEC não expediu nenhuma norma ou determinação sobre o diploma dos cursos de Medicina. Os diplomas devem ser expedidos, pelos cursos reconhecidos, como sempre foram.
2. Aparentemente, a origem da polêmica está na Portaria 251, de 16 de junho de 2006, que reconheceu diversos cursos, entre eles alguns de Medicina, na qual se especificava, após a denominação do curso, o grau a ser obtido, da seguinte forma: "Odontologia, bacharelado"; "Psicologia, bacharelado", "Física, licenciatura" e "Medicina, bacharelado". Essa Portaria não tem caráter normativo e só tem repercussão sobre os cursos diretamente referidos no seu texto.
3. Fica claro, portanto, que o MEC não disciplinou que os diplomas de graduação em Medicina passem a ser expedidos como de "bacharel em Medicina". A inclusão do termo "bacharel" após o nome do curso tem a função apenas de explicitar o grau, sem modificar em nada os procedimentos de expedição de diplomas pelas instituições.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Educação
Mais informações pelo www.simers.org.br.
O SIMERS está notificando a Universidade Federal do RS (Ufrgs) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para que as duas instituições promovam a emissão de diploma de médico e não mais de bacharel em Medicina. O mesmo documento exige a reexpedição de diplomas para profissionais formados desde 2007 e que receberam o título de bacharel.
A medida reforça a resposta dada pelo Ministério da Educação (MEC) ao SIMERS, na tarde desta quarta-feira, 22, ao reconhecer que a expressão bacharel não deve ser utilizada (leia, abaixo, a resposta). Milhares de acadêmicos protestaram em todo o Estado, na semana passada contra o título de “Bacharel em Medicina”, e em favor do Diploma de Médico, numa mobilização histórica na véspera do Dia do Médico. O fato forçou o MEC a reconhecer que a expressão não deve ser utilizada.
A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) também deve solicitar uma posição oficial do MEC sobre o tema. Em congresso anual da entidade, de 18 a 21 na Bahia, o ministro Fernando Haddad garantiu que não há interesse da pasta em alterar a titulação e que ele mesmo vai responder à entidade.
“Fomos às ruas em defesa do diploma médico e temos certeza que, se não fosse a mobilização, os diplomas de bacharel continuariam a ser confeccionados”, reforça a presidente em exercício do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, ao lembrar o ato histórico do dia 17, que teve forte apoio do SIMERS na sua organização e mobilização.
O Ministério da Educação esclarece que:
1. O MEC não expediu nenhuma norma ou determinação sobre o diploma dos cursos de Medicina. Os diplomas devem ser expedidos, pelos cursos reconhecidos, como sempre foram.
2. Aparentemente, a origem da polêmica está na Portaria 251, de 16 de junho de 2006, que reconheceu diversos cursos, entre eles alguns de Medicina, na qual se especificava, após a denominação do curso, o grau a ser obtido, da seguinte forma: "Odontologia, bacharelado"; "Psicologia, bacharelado", "Física, licenciatura" e "Medicina, bacharelado". Essa Portaria não tem caráter normativo e só tem repercussão sobre os cursos diretamente referidos no seu texto.
3. Fica claro, portanto, que o MEC não disciplinou que os diplomas de graduação em Medicina passem a ser expedidos como de "bacharel em Medicina". A inclusão do termo "bacharel" após o nome do curso tem a função apenas de explicitar o grau, sem modificar em nada os procedimentos de expedição de diplomas pelas instituições.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Educação
Mais informações pelo www.simers.org.br.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
American Diabetes Association recomenda a A1C como critério diagnóstico do diabetes mellitus
Publicado como suplemento do periódico Diabetes Care de janeiro de 2010, o protocolo Standards of Medical Care in Diabetes diz que o exame da hemoglobina glicada (A1C3) passa a ser recomendado como meio diagnóstico do diabetes mellitus e identificação de casos de pré-diabetes. Este exame é recomendado há anos para verificar como está o controle dos níveis glicêmicos de pacientes diabéticos ao longo do tempo, mas até então não era considerado um critério diagnóstico da doença.
Ao contrário de muitas doenças crônicas, o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, enquanto os níveis glicêmicos encontram-se no estado de pré-diabetes.
A A1C3 é medida em porcentagem. O exame faz a média dos níveis glicêmicos ao longo de um período de cerca de 3 meses. Uma pessoa sem diabetes pode ter uma A1C3 de cerca de 5%.
Pelas novas recomendações, as quais são publicadas anualmente para refletir as mais novas pesquisas científicas, valores de A1C3 entre 5,7 e 6,4 % indicam que os níveis glicêmicos estão no estado de pré-diabetes6. Isto significa que estão acima do normal, mas ainda não tão altos para fazer o diagnóstico de diabetes mellitus5. Este diagnóstico é feito com níveis de A1C3 iguais ou superiores a 6,5%.
A American Diabetes1 Association recomenda que a maioria das pessoas com diabetes deve manter os níveis de A1C3 igual ou abaixo de 7% para um controle adequado desta patologia. As pesquisas mostram que o controle da glicemia ajuda a prevenir sérios danos à saúde relacionados ao diabetes, como doenças renais, danos aos nervos, doenças da retina (retinopatia diabética10) e doenças cardíacas.
A A1C3 vai se juntar a dois outros testes diagnósticos prévios, a glicemia de jejum e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Ambos exigem horas de jejum para coleta do sangue a ser examinado. Já a A1C3 não necessita de jejum prévio, aumentando a disposição para a realização do exame e reduzindo o número de pessoas que têm diabetes tipo 2 e não estão recebendo o diagnóstico. O diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença na evolução do diabetes mellitus e na qualidade de vida dos portadores desta condição.
Fonte consultada:
American Diabetes Association
Ao contrário de muitas doenças crônicas, o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, enquanto os níveis glicêmicos encontram-se no estado de pré-diabetes.
A A1C3 é medida em porcentagem. O exame faz a média dos níveis glicêmicos ao longo de um período de cerca de 3 meses. Uma pessoa sem diabetes pode ter uma A1C3 de cerca de 5%.
Pelas novas recomendações, as quais são publicadas anualmente para refletir as mais novas pesquisas científicas, valores de A1C3 entre 5,7 e 6,4 % indicam que os níveis glicêmicos estão no estado de pré-diabetes6. Isto significa que estão acima do normal, mas ainda não tão altos para fazer o diagnóstico de diabetes mellitus5. Este diagnóstico é feito com níveis de A1C3 iguais ou superiores a 6,5%.
A American Diabetes1 Association recomenda que a maioria das pessoas com diabetes deve manter os níveis de A1C3 igual ou abaixo de 7% para um controle adequado desta patologia. As pesquisas mostram que o controle da glicemia ajuda a prevenir sérios danos à saúde relacionados ao diabetes, como doenças renais, danos aos nervos, doenças da retina (retinopatia diabética10) e doenças cardíacas.
A A1C3 vai se juntar a dois outros testes diagnósticos prévios, a glicemia de jejum e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Ambos exigem horas de jejum para coleta do sangue a ser examinado. Já a A1C3 não necessita de jejum prévio, aumentando a disposição para a realização do exame e reduzindo o número de pessoas que têm diabetes tipo 2 e não estão recebendo o diagnóstico. O diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença na evolução do diabetes mellitus e na qualidade de vida dos portadores desta condição.
Fonte consultada:
American Diabetes Association
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