Um grande hospital de São Paulo importou um sistema de robôs norte-americano para uso em cirurgias. Agora, a equipe que irá operá-lo faz treinamento para colocálo em atividade. Trata-se do primeiro equipamento do gênero a receber, em 2000, a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), órgão federal que controla a indústria de alimentos e a de remédios nos Estados Unidos.
O uso da robótica na Medicina começou a ser desenvolvido pelos Estados Unidos na Guerra do Golfo, no início dos anos 1990. Os navios do país eram equipados com verdadeiros hospitais. Mas nem sempre era possível transportar feridos pelo interior do Iraque até uma embarcação para ser operados. Isso levou os cientistas a criar um sistema robótico cirúrgico que pode ser comandado tanto ao lado da mesa de cirurgia quanto até de um país distante. Daquela época até agora, a invenção sofreu enorme aperfeiçoamento. O equipamento importado pelo hospital é a versão mais nova.
O equipamento tem duas partes. A primeira é uma unidade composta de quatro braços robotizados, sendo três destinados à cirurgia e o quarto encarregado de transmitir a imagem do local da cirurgia à equipe médica. Já a segunda unidade se compõe de uma espécie de cabine onde fica o cirurgião, que controla todos os movimentos dos braços robóticos e faz a cirurgia. O robô não toma nenhuma decisão de ato operatório que não seja comandada pelo médico.
Há basicamente dois tipos de cirurgia: as tradicionais, pelas quais se abre a região onde se vai intervir, e as minimamente invasivas, como a videolaparoscopia, na qual o instrumental cirúrgico é posto no interior do corpo do paciente por intermédio de quatro a cinco pequenas incisões. O equipamento robótico se destina a esse último tipo. Mas os robôs agregam uma grande evolução à videolaparoscopia. Primeiro, porque ela é feita basicamente com imagem bidimensional, ou seja, só com altura e largura, ao passo que a robótica usa imagem em terceira dimensão, com altura, largura e profundidade. Depois, as pinças da videolaparoscopia básica só "fazem gestos" de descida e subida, enquanto os "micropunhos" do robô realizam grande parte dos gestos humanos.
Algumas vantagens do sistema em relação ao cirurgião são: os robôs "trabalham" em aberturas cirúrgicas bem menores do que aquelas das quais a mão humana necessita; máquinas não têm fadiga nem tremor e manipulam instrumentos cirúrgicos menores e mais delicados com maior precisão; robôs podem realizar tarefas de risco para o cirurgião, como operar portadores de moléstias infecciosas; e, finalmente, robôs podem ser controlados a qualquer distância. Para o paciente, de outro lado, os benefícios são óbvios. Pequenas incisões significam menor dor, menos sangramento, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida.
As cirurgias com robôs estão apenas no início, mas as possibilidades são ilimitadas. Em ginecologia, na cirurgia de endometriose pélvica, em que há risco de lesão de nervos e intestinos, seu uso já é uma realidade, conferindo mais segurança do que a videolaparoscopia habitual. Mas eles vão se tornar fundamentais também - pela visão do campo cirúrgico em terceira dimensão e pela precisão de corte em regiões delicadas quanto a nervos e vasos sanguíneos - nas cirurgia torácicas, pediátricas, cardíacas e outras.
Rubens Paulo Gonçalves Filho (38) é médico assistente da Disciplina de Genética e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC e ginecologista e obstetra dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz, na capital paulista. Site : www.gestar.med.br
Parabéns Medtubebrasil
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sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Faculdade de Medicina da UFPA tem novo projeto pedagógico
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Pará (UFPA) aprovou oficialmente, na quarta-feira, 15, o novo projeto político pedagógico da Faculdade de Medicina. Neste momento em que todos os cursos de Medicina, tanto nacionais como internacionais, buscam novos caminhos de aprimoramento de seus currículos, a Faculdade de Medicina encontra total conformidade com as diretrizes curriculares nacionais para as graduações na área de saúde previstas pelo Ministério da Educação.
O novo projeto político pedagógico leva em consideração três eixos norteadores: “Atenção Integral à Saúde do indivíduo, da família e da comunidade”; “Habilidades Médicas”; “Formação Científica”; e “Eixo Teórico-prático Integrado”. Segundo explica a diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, professora Tânia Costa, tal reformulação permite significativos avanços em termos de estratégias metodológicas inovadoras e comprometidas com o aprimoramento do ensino na Faculdade.
“O projeto pressupõe, por exemplo, módulos que integram as diversas disciplinas da área de saúde em uma perspectiva multi e interdisciplinar; atividades extensionistas voltadas à prevenção e à promoção da saúde; além do incentivo para que o aluno busque conhecimentos científicos e, desde o início do curso, procure traçar paralelo entre a teoria e a prática já estabelecendo conhecimento, habilidades e atitudes necessárias para sua formação profissional e cidadã”, sintetiza a diretora.
Com a autorização da Pró-Reitoria de Ensino e de Graduação (Proeg/UFPA), o novo projeto político pedagógico já está em vigor para a turma do segundo semestre de 2010. Tânia Costa explica que o próximo passo para avançar ainda mais nas melhorias é dar continuidade aos programas de capacitação de docentes e à aquisição de novos equipamentos e instalações, a exemplo dos Laboratórios Morfofuncional e de Habilidades, previstos para serem inaugurados em 2011.
Assessoria de Comunicação da UFPA
O novo projeto político pedagógico leva em consideração três eixos norteadores: “Atenção Integral à Saúde do indivíduo, da família e da comunidade”; “Habilidades Médicas”; “Formação Científica”; e “Eixo Teórico-prático Integrado”. Segundo explica a diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, professora Tânia Costa, tal reformulação permite significativos avanços em termos de estratégias metodológicas inovadoras e comprometidas com o aprimoramento do ensino na Faculdade.
“O projeto pressupõe, por exemplo, módulos que integram as diversas disciplinas da área de saúde em uma perspectiva multi e interdisciplinar; atividades extensionistas voltadas à prevenção e à promoção da saúde; além do incentivo para que o aluno busque conhecimentos científicos e, desde o início do curso, procure traçar paralelo entre a teoria e a prática já estabelecendo conhecimento, habilidades e atitudes necessárias para sua formação profissional e cidadã”, sintetiza a diretora.
Com a autorização da Pró-Reitoria de Ensino e de Graduação (Proeg/UFPA), o novo projeto político pedagógico já está em vigor para a turma do segundo semestre de 2010. Tânia Costa explica que o próximo passo para avançar ainda mais nas melhorias é dar continuidade aos programas de capacitação de docentes e à aquisição de novos equipamentos e instalações, a exemplo dos Laboratórios Morfofuncional e de Habilidades, previstos para serem inaugurados em 2011.
Assessoria de Comunicação da UFPA
sábado, 27 de novembro de 2010
UFPA convidará MEC a visitar novamente a Faculdade de Medicina
Sáb, 27 de Novembro de 2010 08:53
O curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) não está e nunca esteve sob risco de extinção. A garantia foi dada pelo reitor Carlos Maneschy, ao comentar nesta sexta-feira, 26, as determinações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) sobre a Faculdade de Medicina, publicadas na edição da última quinta-feira, 25, no Diário Oficial da União. A Sesu deu um prazo de 90 dias para que a UFPA informe os procedimentos adotados para o cumprimento das medidas firmadas no Termo de Seneamento de Deficiências, assinado em 2009, determinando o envio de relatórios semestrais de trabalho docente àquela Secretaria. Apesar de ainda não ter sido notificado oficialmente, o reitor da UFPA garante que todas as exigências do Termo, incluindo investimentos em infraestrutura, elaboração de novo projeto pedagógico para o curso e contratação de professores, estão sendo cumpridas pela UFPA. Ele ressalta que, desde maio deste ano, mês da última visita da equipe do MEC para avaliar as medidas adotadas na melhoria do curso, muitos investimentos foram feitos. “No corpo docente já contratamos 14 novos professores efetivos e, até o fim do ano, vamos abrir concurso para contratação de mais dois ou três professores, totalizando 17 novos docentes, o que garantirá a total implantação do projeto pedagógico (iniciada no último mês de agosto)”, explicou. “As determinações (da Sesu) são resultado de uma avaliação que ainda não expressa todos os investimentos que fizemos. A realidade hoje é distinta do que era em maio, bem distinta, e para melhor”, completa.
Carlos Maneschy também destaca, entre os avanços, a oferta dos cursos de doutorado em Oncologia e Ciências Médicas e a abertura de licitação até o fim deste ano para a construção do novo prédio da Faculdade de Medicina, que ficará no campus do Guamá, em Belém, às proximidades do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza.
Surpresa - Tânia Costa, diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, diz que a determinação do MEC foi vista com surpresa pela Faculdade, já que as propostas do Termo assinado com o MEC vêm sendo cumpridas pela Universidade. “De um modo geral, acreditamos que vencemos várias etapas que estavam no documento e estamos trabalhando muito no sentido de concretizar todas as propostas do Termo de Saneamento”, ressalta.
Visita – Para mostrar as mudanças ocorridas no curso de Medicina nos últimos seis meses, a UFPA, pretende receber novamente os servidores do MEC na Faculdade. “Vou solicitar ao MEC que a comissão venha fazer uma nova visita no início do próximo semestre. Cumprimos grande parte das exigências e o que falta conduzir está sendo encaminhado ou será no semestre que vem”, garante. “Nós estamos dispostos a ter excelência no curso”, completa a diretora Tânia Costa.
Curso – Atualmente, cerca de 850 alunos estão matriculados no curso de Medicina da UFPA. O Termo assinado em 2009, que levou ao documento divulgado na última quinta-feira, é resultado da performance insatisfatória do curso de Medicina da UFPA no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no ano de 2007. Em 2008, houve a divulgação da nota da UFPA – nota 2- e a partir daí houve um esforço conjunto do MEC e Universidade para sanar os problemas encontrados. O resultado do último Enade, realizado no dia 21 deste mês, ainda não foi divulgado.
Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA
O curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) não está e nunca esteve sob risco de extinção. A garantia foi dada pelo reitor Carlos Maneschy, ao comentar nesta sexta-feira, 26, as determinações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) sobre a Faculdade de Medicina, publicadas na edição da última quinta-feira, 25, no Diário Oficial da União. A Sesu deu um prazo de 90 dias para que a UFPA informe os procedimentos adotados para o cumprimento das medidas firmadas no Termo de Seneamento de Deficiências, assinado em 2009, determinando o envio de relatórios semestrais de trabalho docente àquela Secretaria. Apesar de ainda não ter sido notificado oficialmente, o reitor da UFPA garante que todas as exigências do Termo, incluindo investimentos em infraestrutura, elaboração de novo projeto pedagógico para o curso e contratação de professores, estão sendo cumpridas pela UFPA. Ele ressalta que, desde maio deste ano, mês da última visita da equipe do MEC para avaliar as medidas adotadas na melhoria do curso, muitos investimentos foram feitos. “No corpo docente já contratamos 14 novos professores efetivos e, até o fim do ano, vamos abrir concurso para contratação de mais dois ou três professores, totalizando 17 novos docentes, o que garantirá a total implantação do projeto pedagógico (iniciada no último mês de agosto)”, explicou. “As determinações (da Sesu) são resultado de uma avaliação que ainda não expressa todos os investimentos que fizemos. A realidade hoje é distinta do que era em maio, bem distinta, e para melhor”, completa.
Carlos Maneschy também destaca, entre os avanços, a oferta dos cursos de doutorado em Oncologia e Ciências Médicas e a abertura de licitação até o fim deste ano para a construção do novo prédio da Faculdade de Medicina, que ficará no campus do Guamá, em Belém, às proximidades do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza.
Surpresa - Tânia Costa, diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, diz que a determinação do MEC foi vista com surpresa pela Faculdade, já que as propostas do Termo assinado com o MEC vêm sendo cumpridas pela Universidade. “De um modo geral, acreditamos que vencemos várias etapas que estavam no documento e estamos trabalhando muito no sentido de concretizar todas as propostas do Termo de Saneamento”, ressalta.
Visita – Para mostrar as mudanças ocorridas no curso de Medicina nos últimos seis meses, a UFPA, pretende receber novamente os servidores do MEC na Faculdade. “Vou solicitar ao MEC que a comissão venha fazer uma nova visita no início do próximo semestre. Cumprimos grande parte das exigências e o que falta conduzir está sendo encaminhado ou será no semestre que vem”, garante. “Nós estamos dispostos a ter excelência no curso”, completa a diretora Tânia Costa.
Curso – Atualmente, cerca de 850 alunos estão matriculados no curso de Medicina da UFPA. O Termo assinado em 2009, que levou ao documento divulgado na última quinta-feira, é resultado da performance insatisfatória do curso de Medicina da UFPA no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no ano de 2007. Em 2008, houve a divulgação da nota da UFPA – nota 2- e a partir daí houve um esforço conjunto do MEC e Universidade para sanar os problemas encontrados. O resultado do último Enade, realizado no dia 21 deste mês, ainda não foi divulgado.
Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA
sábado, 30 de outubro de 2010
Descoberto novo mecanismo que controla a pressão arterial, segundo estudo publicado na revista Nature
Após 20 anos de pesquisas, cientistas da Universidade de Cambridge descobriram um mecanismo que participa dos estágios iniciais do processo que controla a pressão arterial. Os achados, publicados na revista Nature, têm implicações significativas para o tratamento da pré-eclâmpsia e da hipertensão arterial em geral.
A pressão arterial é controlada por hormônios chamados angiotensinas, os quais causam constrição dos vasos sanguíneos. Estes hormônios são liberados pelo angiotensinogênio (proteína que faz parte do sistema renina angiotensina aldosterona, substrato da enzima renina). Até o momento, não estava entendido como isso ocorria.
O Dr. Aiwu Zhou, fellow da British Heart Foundation (BHF) na Universidade de Cambridge, foi quem fez a descoberta e disse que, apesar do foco inicial do estudo ter sido a pré-eclâmpsia, a pesquisa abre novas possibilidades para descobertas futuras sobre as causas da hipertensão arterial em geral.
Os pesquisadores usaram um feixe de raio X extremamente intenso produzido pelo Diamond Light Source, um acelerador de partículas britânico. Desta forma, puderam explicar a estrutura do angiotensinogênio. Os resultados revelaram que a proteína se oxida e muda de forma para permitir acesso direto da enzima renina ao angiotensinogênio. A renina altera a forma final da proteína para liberar a angiotensina, a qual aumenta a pressão arterial.
Estes resultados laboratoriais foram levados a uma clínica, na Universidade de Nottingham, onde a equipe mostrou que o montante oxidado, portanto mais ativo do angiotensinogênio, estava aumentado em mulheres com pré-eclâmpsia.
O professor Robin Carrell, da Universidade de Cambridge, que liderou o projeto, explicou que durante a gravidez mudanças oxidativas podem ocorrer na placenta. Estas mudanças podem estimular a “descarga” de angiotensina e podem estar relacionadas ao aumento da pressão arterial. A liberação da angiotensina leva ao aumento da pressão sanguínea, podendo elevar-se quando a circulação na placenta reajusta as exigências de oxigênio para o feto em crescimento, com o fornecimento de oxigênio à placenta da mãe.
Os medicamentos usados para tratar a hipertensão arterial, como os inibidores da enzima conversora angiotensina (IECA), focam nos estágios finais do mecanismo de controle da pressão arterial. Os resultados deste estudo ajudam a entender os mecanismo iniciais deste processo e podem levar à descoberta de novos medicamentos para o controle da pressão alta.
Fontes:
University of Cambridge
Nature - publicação online de 6 de outubro de 2010
A pressão arterial é controlada por hormônios chamados angiotensinas, os quais causam constrição dos vasos sanguíneos. Estes hormônios são liberados pelo angiotensinogênio (proteína que faz parte do sistema renina angiotensina aldosterona, substrato da enzima renina). Até o momento, não estava entendido como isso ocorria.
O Dr. Aiwu Zhou, fellow da British Heart Foundation (BHF) na Universidade de Cambridge, foi quem fez a descoberta e disse que, apesar do foco inicial do estudo ter sido a pré-eclâmpsia, a pesquisa abre novas possibilidades para descobertas futuras sobre as causas da hipertensão arterial em geral.
Os pesquisadores usaram um feixe de raio X extremamente intenso produzido pelo Diamond Light Source, um acelerador de partículas britânico. Desta forma, puderam explicar a estrutura do angiotensinogênio. Os resultados revelaram que a proteína se oxida e muda de forma para permitir acesso direto da enzima renina ao angiotensinogênio. A renina altera a forma final da proteína para liberar a angiotensina, a qual aumenta a pressão arterial.
Estes resultados laboratoriais foram levados a uma clínica, na Universidade de Nottingham, onde a equipe mostrou que o montante oxidado, portanto mais ativo do angiotensinogênio, estava aumentado em mulheres com pré-eclâmpsia.
O professor Robin Carrell, da Universidade de Cambridge, que liderou o projeto, explicou que durante a gravidez mudanças oxidativas podem ocorrer na placenta. Estas mudanças podem estimular a “descarga” de angiotensina e podem estar relacionadas ao aumento da pressão arterial. A liberação da angiotensina leva ao aumento da pressão sanguínea, podendo elevar-se quando a circulação na placenta reajusta as exigências de oxigênio para o feto em crescimento, com o fornecimento de oxigênio à placenta da mãe.
Os medicamentos usados para tratar a hipertensão arterial, como os inibidores da enzima conversora angiotensina (IECA), focam nos estágios finais do mecanismo de controle da pressão arterial. Os resultados deste estudo ajudam a entender os mecanismo iniciais deste processo e podem levar à descoberta de novos medicamentos para o controle da pressão alta.
Fontes:
University of Cambridge
Nature - publicação online de 6 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Risco de pancreatite aguda é mais alto em pacientes com diabetes tipo 2, informa a revista científica Diabetes, Obesity and Metabolism
Pacientes com diabetes mellitus tipo 2 apresentaram risco três vezes maior de desenvolver pancreatite aguda em relação aos não diabéticos, de acordo com dados publicados na revista científica Diabetes, Obesity and Metabolism.
Entre 2003 e 2007 os dados de 2.984.755 pacientes incluídos no banco de dados General Practice Research Database (GPRD), do Reino Unido, foram analisados para determinar a incidência e os fatores de risco para a pancreatite aguda em pacientes com diabetes tipo 2. Comparados aos não diabéticos, o risco de pancreatite aguda em diabéticos tipo 2 foi cerca de três vezes superior, com uma incidência de 65,9/100.000 pacientes ao ano, enquanto nos não diabéticos a incidência foi de 22/100.000 pacientes ao ano.
Além disso, a taxa de pancreatite aguda aumentou ainda mais em pacientes com história prévia de obesidade, pancreatite, doenças da vesícula, consumo de álcool ou cigarro.
Fonte: Diabetes, Obesity and Metabolism - volume 12, de setembro de 2010
Entre 2003 e 2007 os dados de 2.984.755 pacientes incluídos no banco de dados General Practice Research Database (GPRD), do Reino Unido, foram analisados para determinar a incidência e os fatores de risco para a pancreatite aguda em pacientes com diabetes tipo 2. Comparados aos não diabéticos, o risco de pancreatite aguda em diabéticos tipo 2 foi cerca de três vezes superior, com uma incidência de 65,9/100.000 pacientes ao ano, enquanto nos não diabéticos a incidência foi de 22/100.000 pacientes ao ano.
Além disso, a taxa de pancreatite aguda aumentou ainda mais em pacientes com história prévia de obesidade, pancreatite, doenças da vesícula, consumo de álcool ou cigarro.
Fonte: Diabetes, Obesity and Metabolism - volume 12, de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Diabetes mellitus: uso de metformina por pelo menos cinco anos pode reduzir risco de câncer de mama, segundo publicação do Diabetes Care
Diabetes mellitus: uso de metformina por pelo menos cinco anos pode reduzir risco de câncer de mama, segundo publicação do Diabetes Care
O uso por longo prazo de metformina1 para tratamento do diabetes mellitus tipo 2 ajuda a reduzir o risco de câncer de mama, segundo trabalho publicado no periódico Diabetes Care.
Uma análise caso-controle envolvendo 22.621 mulheres em uso oral de agentes hipoglicemiantes para o diabetes mellitus tipo 2 avaliou se o uso destes medicamentos afetavam o risco para os tumores de mama.
Os resultados mostraram que o uso de metformina por pelo menos cinco anos reduziu o risco para câncer de mama, enquanto o uso de metformina por períodos curtos ou dos outros hipoglicemiantes, como as sulfonilureias, não alteraram o risco desta patologia.
Fonte: Diabetes Care
O uso por longo prazo de metformina1 para tratamento do diabetes mellitus tipo 2 ajuda a reduzir o risco de câncer de mama, segundo trabalho publicado no periódico Diabetes Care.
Uma análise caso-controle envolvendo 22.621 mulheres em uso oral de agentes hipoglicemiantes para o diabetes mellitus tipo 2 avaliou se o uso destes medicamentos afetavam o risco para os tumores de mama.
Os resultados mostraram que o uso de metformina por pelo menos cinco anos reduziu o risco para câncer de mama, enquanto o uso de metformina por períodos curtos ou dos outros hipoglicemiantes, como as sulfonilureias, não alteraram o risco desta patologia.
Fonte: Diabetes Care
sábado, 3 de julho de 2010
Novo Código de Ética Médica
Novo Código de Ética Médica entra em vigor a partir de 13 de abril de 2010
Após mais de 20 anos de vigência do Código anterior, entra em vigor hoje o novo Código de Ética Médica revisado, atualizado e com o objetivo de melhorar a relação médico-paciente.
A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica e diversas entidades médicas trabalharam durante dois anos para observar atentamente os avanços tecnológicos e científicos, a autonomia e o esclarecimento do paciente, e reconhecer claramente o processo de terminalidade da vida humana.
Na formulação do novo Código foram consideradas as mudanças sociais, jurídicas e científicas, análises de códigos de ética médica de outros países e de elementos de jurisprudência e posicionamentos que já integram pareceres, decisões e resoluções da Justiça, das Comissões de Ética locais às resoluções éticas do CFM e CRMs editadas desde 1988, além de mais de 2.500 contribuições enviadas por médicos e entidades de todo o país.
O novo documento é composto por 25 princípios fundamentais do exercício da Medicina, 10 normas diceológicas, 118 normas deontológicas e quatro disposições gerais.
Destaques do Código de Ética Médica de 2010:
* No processo de tomada de decisões profissionais, “o médico aceitará as escolhas de seus pacientes relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos”.
* “Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados”.
* Está proibido criar embriões com finalidades de escolha de sexo ou eugenia. Já a terapia gênica está prevista, pois envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças, apresentando grandes perspectivas de desenvolvimento.
* Em anúncios profissionais, é obrigatório incluir o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina. Os anúncios de estabelecimentos de saúde também devem constar o nome e o número de registro do diretor técnico.
* Quando docente ou autor de publicações científicas, o médico deve declarar relações com a indústria de medicamentos, órteses, próteses, equipamentos, etc, e outras que possam configurar conflitos de interesses, ainda que em potencial.
* É vedado ao médico estabelecer vínculo com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos.
* A introdução do conceito de responsabilidade subjetiva do médico preconiza que esta não se presume, tem que ser provada para que ele possa ser penalizado – por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. É o reconhecimento de que, na área médica, não se pode garantir cura ou resultados específicos para ninguém. O Parágrafo único do Art. 1º do Capítulo III sobre Responsabilidade Profissional, diz que “a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida”.
* O artigo 39 proíbe o médico “opor-se à realização de junta médica ou segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal”. Ao mesmo tempo, o médico não pode desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente determinados por outro médico. A exceção é quando houver situação de indiscutível benefício para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico responsável.
* É vedado ao médico “manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas, envolvendo seres humanos, que usem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada.”
* A prescrição médica e o atestado médico têm de ser legíveis e devem ter a identificação do médico.
* Faltar plantão ou abandoná-lo é falta grave. Na ausência de médico plantonista, a direção técnica do estabelecimento deve providenciar a substituição.
Fonte: Conselho Federal de Medicina
Após mais de 20 anos de vigência do Código anterior, entra em vigor hoje o novo Código de Ética Médica revisado, atualizado e com o objetivo de melhorar a relação médico-paciente.
A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica e diversas entidades médicas trabalharam durante dois anos para observar atentamente os avanços tecnológicos e científicos, a autonomia e o esclarecimento do paciente, e reconhecer claramente o processo de terminalidade da vida humana.
Na formulação do novo Código foram consideradas as mudanças sociais, jurídicas e científicas, análises de códigos de ética médica de outros países e de elementos de jurisprudência e posicionamentos que já integram pareceres, decisões e resoluções da Justiça, das Comissões de Ética locais às resoluções éticas do CFM e CRMs editadas desde 1988, além de mais de 2.500 contribuições enviadas por médicos e entidades de todo o país.
O novo documento é composto por 25 princípios fundamentais do exercício da Medicina, 10 normas diceológicas, 118 normas deontológicas e quatro disposições gerais.
Destaques do Código de Ética Médica de 2010:
* No processo de tomada de decisões profissionais, “o médico aceitará as escolhas de seus pacientes relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos”.
* “Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados”.
* Está proibido criar embriões com finalidades de escolha de sexo ou eugenia. Já a terapia gênica está prevista, pois envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças, apresentando grandes perspectivas de desenvolvimento.
* Em anúncios profissionais, é obrigatório incluir o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina. Os anúncios de estabelecimentos de saúde também devem constar o nome e o número de registro do diretor técnico.
* Quando docente ou autor de publicações científicas, o médico deve declarar relações com a indústria de medicamentos, órteses, próteses, equipamentos, etc, e outras que possam configurar conflitos de interesses, ainda que em potencial.
* É vedado ao médico estabelecer vínculo com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos.
* A introdução do conceito de responsabilidade subjetiva do médico preconiza que esta não se presume, tem que ser provada para que ele possa ser penalizado – por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. É o reconhecimento de que, na área médica, não se pode garantir cura ou resultados específicos para ninguém. O Parágrafo único do Art. 1º do Capítulo III sobre Responsabilidade Profissional, diz que “a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida”.
* O artigo 39 proíbe o médico “opor-se à realização de junta médica ou segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal”. Ao mesmo tempo, o médico não pode desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente determinados por outro médico. A exceção é quando houver situação de indiscutível benefício para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico responsável.
* É vedado ao médico “manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas, envolvendo seres humanos, que usem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada.”
* A prescrição médica e o atestado médico têm de ser legíveis e devem ter a identificação do médico.
* Faltar plantão ou abandoná-lo é falta grave. Na ausência de médico plantonista, a direção técnica do estabelecimento deve providenciar a substituição.
Fonte: Conselho Federal de Medicina
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