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domingo, 21 de agosto de 2011

Pandemia de diabetes: um em cada quatro americanos já tem diabetes mellitus

Na 71ª reunião da American Diabetes Association (ADA) em San Diego, EUA, em junho de 2011, foi anunciado que um em cada quatro adultos americanos está com diabetes mellitus.

Em 25 de junho deste ano, o periódico The Lancet publicou um artigo de Goodarz Danaei e colaboradores dizendo que o diabetes mellitus alcançou proporções alarmantes no mundo. Nos 199 países analisados, que incluíram 2,7 milhões de pessoas, o número estimado de diabéticos dobrou nas últimas três décadas – de 153 milhões em 1980 para 347 milhões em 2008. Embora 70% do aumento observado seja atribuído ao crescimento e ao envelhecimento populacionais, o número também reflete uma mudança negativa no estilo de vida com má alimentação e sedentarismo, e obesidade como resultado.

A obesidade é um importante fator de risco para o diabetes mellitus tipo 2. Uma vez que a obesidade aumenta no mundo todo, o diabetes mellitus tende a piorar.

O mais alarmante é que a obesidade infantil também está aumentando. Nos EUA, 10% dos bebês e das crianças estão com excesso de peso e mais de 20% das crianças com idades entre 2 e 5 anos estão com sobrepeso ou obesas. Estes dados são do relatório US Institute of Medicine's Early Childhood Obesity Prevention Policies, que foi publicado em junho de 2011.

O estudo clínico Early ACTivity In Diabetes (Early ACTID) mostra que orientações sobre dieta, com ou sem aumento de atividades físicas, pode prevenir um declínio do controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2. Os benefícios desta intervenção simples, baseada no ajuste do estilo de vida, chama a atenção pela importância na educação dos pacientes. Estudos tentam mostrar se esta mesma orientação feita aos pais de crianças diabéticas ou para crianças com diabetes tipo 2 terão os mesmos efeitos positivos na prevenção da doença.

Benefícios são vistos quando os indivíduos são mais bem informados sobre fatores de risco e sintomas precoces da doença, o que enfatiza a prevenção primária, o rastreamento e a intervenção precoce quando necessária.

Em 2030, a expectativa para o número de diabéticos no mundo é de 472 milhões. Cerca de 80% deles estarão em países de baixa e média rendas. Nestas regiões, medicamentos hipoglicemiantes e insulina são frequentemente inacessíveis ou são muito caros e os sistemas de saúde locais não têm pessoal e capacidade financeira para enfrentar o problema. Esta situação precisa mudar.

Fonte: The Lancet, Volume 378, de 9 de julho de 2011
NEWS.MED.BR, 2011. Pandemia de diabetes: um em cada quatro americanos já tem diabetes mellitus. Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2011.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PNAS: cérebro humano encolhe com o envelhecimento, diferente do que ocorre com os chimpanzés

PNAS: cérebro humano encolhe com o envelhecimento, diferente do que ocorre com os chimpanzés

Várias mudanças biológicas caracterizam o envelhecimento do cérebro em seres humanos. Embora algumas dessas alterações associadas à idade neural também sejam encontradas em outras espécies, o declínio volumétrico de estruturas cerebrais específicas, como o do hipocampo e do lobo frontal, só foi observado em humanos.

No estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), cientistas liderados pelo antropólogo Chet Sherwood, da George Washington University, usaram a ressonância magnética para medir o volume total do cérebro, das substâncias branca e cinzenta do neocórtex e do lobo frontal e do hipocampo, em uma amostra transversal de 99 cérebros de chimpanzés abrangendo as idades de 10 a 51 anos. Os estudiosos compararam, pela primeira vez, esses dados com os volumes destas mesmas estruturas cerebrais medidos em 87 humanos adultos de 22 a 88 anos de idade. Em contraste com os seres humanos, que mostraram uma diminuição no volume de todas as estruturas do cérebro ao longo da vida, os chimpanzés não apresentaram significativas mudanças relacionadas à idade. O cérebro humano pode encolher em até 15% à medida que envelhece.

Os cientistas dizem que a magnitude do encolhimento das estruturas do cérebro no envelhecimento humano é evolutivamente nova e é resultado de uma longevidade prolongada. Ao contrário dos chimpanzés e de outros primatas, os seres humanos idosos são vítimas de uma série de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. Os pesquisadores esperam que através da compreensão da biologia básica do cérebro, eles possam criar maneiras de tratar ou adiar os efeitos mentais nocivos da idade.

Fonte: PNAS – publicação online de 25 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Interface Cérebro-Máquina

O neurocientista Miguel Nicolelis lança novo livro. Além de falar sobre a interface cérebro-máquina, questão que estuda há mais de dez anos, cientista apresenta analogia entre o comportamento dos neurônios e a vida em sociedade.



Nicolelis escreve dedicatórias em seu novo livro: o cientista apresenta o cérebro como uma sinfonia, que funciona de modo democrático e coletivo. (foto: Thiago Camelo)

No final da palestra de lançamento do novo livro do neurocientista Miguel Nicolelis no Planetário do Rio de Janeiro, na terça-feira (28/06), um senhor da plateia atravessa o mediador e – voz firme – lê um papel com uma pergunta previamente escrita:
"Você poderia dizer se existe uma consciência extracorpórea do eu, alguma coisa que explica a autoconsciência humana? Porque, se formos pensar, para provar a nossa existência teríamos que estar olhando para nós mesmos, pois o observado só existe com o olhar do observador."
Nicolelis, sem pausa para reflexão, responde com humor: "Meu Deus, o Rio de Janeiro é complicado".

Explica-se: antes da pergunta derradeira, outros questionamentos filosóficos já haviam sido feitos ao cientista, que tinha acabado de apresentar em palestra de quase duas horas as ideias do seu recém-lançado livro Muito além do nosso eu – obra que explica como, após 12 anos de pesquisa, a ambição teórica de entender a interface cérebro-máquina tornou-se experimento prático com data mais ou menos programada para ser posto à prova com humanos.

Sobre Nicolelis, muitos já sabem: tem 50 anos, é cogitado a todo momento ao Nobel de Medicina e, portanto, tido como um dos cientistas mais importantes do mundo. Sua pesquisa centra-se na tentativa de mapear as tempestades neurais que ocorrem no cérebro e geram uma sinfonia de informação capaz de, se bem registrada e codificada, mover objetos com a 'força do pensamento'. Daí vem o termo 'interface cérebro-máquina', alegoria para o que acontece quando uma espécie de chip é implantado no cérebro de um primata e, por meio de impulsos elétricos neurais, uma prótese mecânica se movimenta.

O livro

Por mais interessante que possa ser o conteúdo científico de Muito além do nosso eu (e, de fato, é), o que soa novo na obra não são as amplamente debatidas experiências de Nicolelis e o resumo que ele faz dos 12 anos de trabalho, e sim o paralelo que o cientista estabelece entre aquilo que pesquisa e 'as coisas do mundo'.

No livro, Nicolelis reafirma categoricamente a visão distribucionista, que diz que o cérebro funciona por meio de estímulos coletivos de uma vasta população de neurônios espalhada em diferentes regiões cerebrais. Desdiz, assim, a visão localizacionista, que acredita que as funções cerebrais são realizadas de modo especializado e por neurônios segregados, individualizados.

Não é novidade. Esse é ponto inicial da pesquisa do neurocientista. A abertura social e filosófica que advém dessa questão é a novidade: Nicolelis agora compara esse comportamento 'coletivo' do sistema neural com a competência humana de viver em grupo, rede e sociedade – o nós como extensão do eu.

Na palestra, ele afirma: "o cérebro não reconheceria apenas a prótese mecânica como extensão do eu, mas tudo ao nosso redor, as pessoas e os objetos, como partes de uma coisa só."

Em entrevista ao jornal O Estado de S Paulo, Miguel Nicolelis sugere uma hipótese ainda não provada cientificamente de que "os modelos colaborativos funcionam tão bem porque a mente os reconhece como naturais".
Na mesma entrevista, o neurocientista afirma que o cérebro é "uma grande democracia" e que, por isso, "as redes sociais são um sucesso".
Brainet: a internet em que todos estariam conectados por implantes de chips no cérebro e pensamento

Essas ideias novas – do "cérebro coletivo", do cérebro como "modelo colaborativo", do cérebro como "rede social" – são tão presentes no livro quanto a proposta, não tão nova assim, da interface cérebro-máquina.
A proposição abre portas para invenções aventadas mais recentemente como a brainet, a internet em que todos estariam conectados por implantes de chips no cérebro e pensamento, sem a necessidade da mediação da tela de um computador.
A proposição abre também portas para questionamentos filosóficos e existenciais mais concretos.

Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A relação cintura-quadril, e não o índice de massa corporal, é a melhor medida de obesidade para avaliar o risco de um ataque cardíaco.

A relação cintura-quadril, e não o índice de massa corporal, é a melhor medida de obesidade para avaliar o risco de um ataque cardíaco, segundo estudo publicado na revista The Lancet.

Foi publicado na revista The Lancet que a relação cintura-quadril é melhor que o índice de massa corporal1 (IMC) para prognóstico de risco de ataques cardíacos para vários grupos étnicos. Se a obesidade for redefinida segundo a relação cintura-quadril ao invés do uso do IMC, a proporção de pessoas com risco de um ataque cardíaco triplica, segundo dados do estudo Interheart.

Baseado no peso e na altura, o IMC não leva em consideração a localização da gordura do corpo, nem quanto de musculatura a pessoa possui, diz Arya Sharma, professor de medicina na McMaster University e co-autor do estudo. Um atleta e um sedentário poderiam apresentar IMC semelhantes.

O estudo Interheart, dirigido por Salim Yusuf da McMaster University em Hamilton, Ontario, contou com uma população de 27.098 pessoas de 52 países, entre elas, europeus, asiáticos, africanos e americanos, incluindo 12.461 que tinham sofrido ataque cardíaco prévio. Os pesquisadores avaliaram se outros marcadores de obesidade, principalmente a relação cintura-quadril, poderiam ser fatores prognósticos de relevância para ataques cardíacos comparados à medida convencional do IMC para diferentes grupos étnicos.

No novo estudo, o risco de um ataque cardíaco aumentou progressivamente uma vez que aumentava o índice de relação cintura-quadril. 20% das pessoas no estudo com os índices mais altos tiveram 2,5 vezes maior risco do que os 20% com os menores índices. Este achado sugere a redução na circunferência abdominal, aumento da musculatura do quadril ou a redistribuição de gorduras no organismo.

No geral, os dados encontrados pelos pesquisadores mostraram medidas de cintura com valor de 90% das medidas do quadril. Os melhores índices foram encontrados na China (88%), seguidos do Sudeste Asiático (89%), América do Norte (90%), África (92%), Oriente Médio (93%) e América do Sul (94%). Cinturas largas refletem a deposição de gordura abdominal e são perigosas, enquanto quadris largos, os quais podem indicar a quantidade de músculo nos membros inferiores, são um fator de proteção.

O estudo diz que os mecanismos de proteção ainda não estão claros. Os autores especulam que fatores hormonais possam influenciar na circunferência da cintura e do quadril, podendo apresentar diferenças importantes na composição de gordura nessas duas áreas. Quadris largos podem ser resultado de massa muscular. Se a dieta leva à perda de massa muscular, pode agir contra os benefícios da perda de peso, dizem os autores.

O Interheart mostrou que o risco da população atribuível à relação cintura-quadril é maior que o risco atribuível ao índice de massa corporal. Os resultados sugerem que as estimativas prévias sobre o efeito da obesidade como fator de risco cardiovascular foram demasiadamente baixas.

A relação cintura-quadril é calculada dividindo-se a medida da circunferência da cintura em centímetros pela medida da circunferência do quadril em centímetros. O índice de corte para risco cardiovascular é menor que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens. Um número mais alto demonstra maior risco.

Fonte: The Lancet

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Utilização de Nanorobôs em Cirurgias

Segundo estudos científicos, o uso de robôs microscópicos com câmeras e braços em cirurgia , diminuiria em até 50 por cento a possibilidade de sequelas após o procedimento. Eles seriam controlados do lado de fora do corpo humano por médicos cirugiões, e o paciente teria uma recuperação média de três dias.

Essa é uma projeção feita pelos cientistas para os próximos anos, no entanto, os pequenos robôs auxiliares, já vem ajudando na realização de atos cirúrgicos há cerca de vinte anos na Europa e nos Estados Unidos, e no Brasil essa tecnologia de ponta só é usada em somente três hospitais por enquanto.

Os três hospitais no Brasil que já usam os robôs auxiliares são o Hospital Albert Einstein, o Sírio e Libanês e o Oswaldo Cruz, todos localizados no estado de São Paulo.

No Albert Einstein cerca de 200 cirurgias já foram realizadas pelo procedimento, sendo que a grande maioria em indivíduos acometidos pelo câncer de próstata. No entanto, a técnica vem sendo utilizada em outras enfermidades como: Tumor no Pâncreas, cirurgias do coração e no intestino grosso e endometriose. No câncer de próstrata, com a utillização do procedimento com os robôs, os pacientes tem a chance de evitar a incontinência urinária e ainda manter a potência sexual, que é o problema que mais aflinge aos homens quando adquirem a enfermidade.

Robô Da Vinci



O Robô Da Vinci funciona operando como um auxiliar dos médicos cirurgiões, sendo todas as tomadas de decisões totalmente humanas, pois não há sensores no robô específicos para essa função, que só o homem é capaz de realizar. Ele apresenta um sistema de iluminação e ótica, que permite aos cirugiões um reconhecimento mais nítido e apurado das estruturas orgânicas que devem ser preservadas.

Uma câmera acoplada à ele, consegue uma ampliação de até 12 vezes o local que sofre a intervenção cirúrgica, facilitando o procedimento médico. o Robô lembra um animal aquático com quantro braços, sendo que um delas é utilizado como suporte da câmera, e os outros três ajudam a segurar os aparelhos que serão uitlizados no ato cirúrgico.
Utilização do Robô

Um dos procedimentos em que o robô Da Vinci é utilizado com sucesso é na videolaparoscopia, que é uma cirurgia realizada com pequanas incisões no abdome do paciente. Nessa técnica, o médico cirurgião manipula o doente virtualmente, através de dedais com sensores que orientam o robô o que ele deve fazer com suas mãos, proporcionando uma visibilidade maior ao profissional e uma imagem mais nítida, o que dá mais precisão à cirurgia, evitando possíveis sangramentos e auxiliando na prevenção funcional dos órgãos humanos.

Custos do Projeto

Atualmente, estima-se que mais de mil máquinas já atuem auxiliando os médicos em seus processos cirúrgicos. Quanto aos custos de uma cirurgia assistida por robôs, os especialistas informam que no nosso país, pode sair até 50 por cento mais caro, que em uma operação comum. No entanto, segundo eles, deve-se levar outros fatores em consideração com uma possível sequela cirúrgica, o tempo de recuparação do paciente e sua qualidade de vida pós-operatória. Os avanços na área dos nanorobôs, segundo os cientistas, trarão vários benefícios aos seres humanos com máquinas projetadas para ajudarem aos homens a salvarem vidas.

Salete Dias

quarta-feira, 30 de março de 2011

Após 50 anos, FDA recomenda nova droga para tratar lúpus

Após 50 anos, FDA recomenda nova droga para tratar lúpus
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana, acaba de endossar um novo medicamento para o tratamento do lúpus. É a primeira vez em 50 anos que a agência recomenda uma droga para este distúrbio. O remédio, desenvolvido pela Human Genome Sciences, com apoio da GlaxoSmithKline, mostrou ter um efeito significativo no controle dos sintomas da doença autoimune.
A recomendação do painel é um momento histórico - afirma Margaret Dowd, presidente do Lupus Research Institute, nos EUA. A aprovação final da FDA deve acontecer até dezembro. A partir daí, o medicamento passa a ser recomendado por médicos em todo o país.
No novo tratamento, feito com a substância belimumab, os pacientes recebem a aplicação intravenosa do medicamento mensalmente. A terapia inibe a ação dos linfócitos B. A expectativa é de que o tratamento custe US$ 30 mil anuais.
Somente nos Estados Unidos, cerca de 1,5 milhão de pessoas sofrem com a doença. Atualmente, o tratamento é feito com drogas imunosupressoras, como os esteroides, que costumam ter efeitos colaterais severos. A última droga aprovada para o tratamento de lúpus foi em 1958 e não é mais recomendada pelos médicos.
Fonte: O Globo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cientistas já desenvolveram tecnologias que possibilitam controlar uma cadeira de rodas com o pensamento e uma mão mecânica pelos nervos do braço.



Cientistas já desenvolveram tecnologias que possibilitam controlar uma cadeira de rodas com o pensamento e uma mão mecânica pelos nervos do braço.


Os avanços dão novas esperanças a pessoas como Jessie, que trabalha com a equipe da universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, no desenvolvimento de uma mão biônica.

Jessie perdeu os dois braços em um acidente, mas agora, do lado esquerdo, usa uma prótese artificial capaz de, segundo cientistas, realizar praticamente os mesmos movimentos que uma mão de verdade.

Com a prótese, ele é capaz de pegar objetos e movimentá-los com precisão. No caso de Jessie, os comandos saem das terminações nervosas no peito. O próximo passo vai ser conectar as próteses diretamente com o cérebro.

Já a cadeira de rodas da EPFL, na Suíça, pode ser controlada pelo pensamento. Sinais elétricos tênues são captados no cérebro por sensores afixados a uma touca que deve ser usada pelo cadeirante.
Fonte: site congressos médicos

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