Parabéns Medtubebrasil

MEDTUBEBRASIL ALCANÇOU NESTE MÊS DE JUNHO OS SEUS MAIS DE 920 MIL DOWNLOADS. MANTENDO UMA MÉDIA DE MAIS DE 2.100/DIA.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DEPRESSÃO

ARTIGO
Por Dr. Paulo Mendonça (*) 

A Depressão foi identificada como o mal do final do século XX e evolui nesse século em patamares mais elevados. Manifesta-se com múltiplas características, podendo variar de uma pessoa para outra: sensação de tristeza, ansiedade ou agitação; estados de pânico e desespero, com adormecimento dos lábios, mãos, cabeça ou todo corpo, muitas vezes combinando com desmaios; compulsividade, fazendo a pessoa comer, comprar ou fazer outras coisas de forma exagerada; preocupação excessiva, dores de cabeça, de estômago, no peito, nos intestinos, com diarréias imotivadas ou muitas outras dores exacerbadas sem motivo aparente; excesso de sensibilidade a ruídos e a luminosidade, tonturas, falta de ar, aperto no peito, “batedeiras”, desânimo e falta de apetite sexual, falta do sono noturno e/ou pesadelos, sonolência diurna, diminuição da memória, dificuldade no raciocínio, de concentração ou um estado de “zonzura” mal caracterizado; alterações no tom de voz, como a rouquidão; alterações de sensibilidade ao calor ou ao frio, mãos e pés frios e molhados e muitos outros.

 Esses sintomas, acima citados, condicionam o indivíduo a sofrer vários desconfortos. Seu cérebro passa a identificar como sendo sofrimentos reais ou doenças propriamente ditas, podendo induzir, direta ou indiretamente, o aparecimento de uma série de enfermidades como o diabetes, gastrites ou úlceras, colites ulcerativas, hipertensão ou hipotensão arterial, aumento da coagulação do sangue, enxaquecas, enfartes, derrames, disfunções hormonais, alterações menstruais, ganho ou perda de peso, queda de cabelo ou outras doenças da pele, doenças reumáticas, enfim, inumeráveis outras enfermidades incluindo várias formas de cânceres. Tudo isso leva as pessoas a uma longa peregrinação por dezenas de consultórios médicos, especialistas diversos e a exames sofisticados, sem nada ser diagnosticado. “...Mas doutor ! Eu sinto... Como não tenho nada? ‘Bolas’, ninguém consegue descobrir a minha doença !!!”.

 A Depressão é um estado psicológico que muito se assemelha com as reações de stress. Vamos fazer uma comparação? 

 REAÇÃO DE STRESS 

 Quando sofremos alguma agressão, seja ela física, química, biológica ou psicológica, nossos sistemas de defesa, específicos para cada agressão, imediatamente entram em ação, defendendo-nos daquele mal. 

 Uma das funções dos sistemas de defesa é chamada Reação de Stress, que acontece contra uma ação estressante que esteja acometendo o organismo de uma forma nociva. Logo, Reação de Stress não é uma doença; é um estado fisiológico de defesa dos organismos vivos. Existem dois tipos de Reações de Stress: Reação de Stress Crônico, evidente quando a nossa sabedoria ou nosso organismo encontra-se à espera de um perigo. Reação de Stress Agudo, quando vivemos o perigo propriamente dito.

 A vida moderna artificializou nossos costumes e nos condicionou sofrer mais da Reação de Stress Crônico que da Reação de Stress Agudo. Tudo em decorrência de nossas incertezas do porvir, condicionando-nos a uma preocupação constante (crônica). Por outro lado, não enfrentamos o perigo propriamente dito, como esperamos, ou seja, não vivemos a Reação de Stress Agudo na mesma ordem de grandeza quando comparada com a crônica. Esse desequilíbrio na balança entre o Stress Crônico versos Stress Agudo que nos adoece. Os sintomas desse desequilíbrio podem se manifestar de muitas formas, porém o estado de depressão predomina. 

 EXEMPLIFICANDO: Uma pessoa encontra-se preocupada com seus problemas financeiros. O organismo identifica uma situação de perigo iminente mas não como sendo um problema financeiro e sim um perigo biológico relacionado à sobrevivência animal como se a pessoa fosse uma presa, prestes a ser atacada por um predador.

 O que acontece com o animal, prestes a ser atacado? Vontade de se esconder, de se isolar. Aumento de todas as sensibilidades para perceber a chegada do predador. Aumento da sensibilidade dolorosa (dói tudo). Aumento da sensibilidade visual (a luz incomoda). Aumento da sensibilidade auditiva (ruído incomoda). Perda do sono noturno (à noite os gatos são pardos) e desânimo e sono diurno (pela falta do sono noturno e para conservar energia). Aumento da coagulação do sangue para evitar hemorragia caso seja mordido (facilita enfartes e derrames) Esses sintomas não são muito parecidos com alguns estados de Depressão? 

 Imaginemos agora uma pessoa com depressão, parada na rua e um cão bravo a ataca. O seu cérebro dá as ordens: “pernas, coração, respiração, pra que ti quero?” A pessoa sai numa carreira e o cão bota a língua para fora antes dela, pois não se encontrava vivendo o estado de stress crônico, ou seja, não estava preparado para tal corrida. Ao se ver livre do perigo e após ter passado o susto, a pessoa depressiva tenderá a viver alguns dias saudáveis, pois o estado de stress agudo teve a mesma potência que o estado de stress crônico. Houve um equilíbrio. Mas como o problema financeiro persiste, cerca de três dias depois tudo volta a ser igual.

 CONCLUSÃO: Uma pessoa que vive uma situação de stress crônico (depressão), poderá ter uma sensível melhora caso pratique um esporte coletivo ou faça ginástica aeróbica.

 IMPORTANTE: Existem outras formas de depressão muito mais graves, porém o que mais acomete, na atualidade, é uma conseqüência direta do desequilíbrio dos estados de stress.

(*) Dr. Paulo Mendonça, natural de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, é Médico Neurologista, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense em 1978 e titulado em neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia, filiada brasileira da Federação Mundial de Neurologia. É Membro Titular dessa academia. É pós-graduado em Medicina do Trabalho pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Autor de vários trabalhos científicos publicados em revistas indexadas internacionalmente. Mora em Curitiba e tem consultório na cidade de Santo Antônio da Platina, PR. É autor do livro "Mulher um resgate íntimo" - veja detalhes ao final do artigo. E-mail: paulomendonca@drpm.com.br.

FONTE:PORTAL BRASIL: http://www.portalbrasil.net/medicina_artigo_depressao.htm - 11/04/2012, 20:30

Anencefalia: 5 votos a favor, STF suspende julgamento de aborto de anencéfalos.

Dos 6 que votaram, somente 1 foi contra liberar aborto de feto sem cérebro. Julgamento será retomado nesta quinta; 4 ministros ainda precisam votar.
 Débora Santos Do G1, em Brasília 



O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (11) o julgamento de ação que pede a liberação do aborto de feto sem cérebro após o voto de seis ministros. Cinco ministros votaram a favor da liberação - Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Apenas Ricardo Lewandowski foi contra. Faltam ainda os votos dos ministros Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e do presidente do STF, ministro Cezar Peluso. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar porque, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.




O julgamento será retomado na tarde desta quinta-feira (12) às 14h. A interrupção ocorreu porque os ministros precisavam participar de sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta. O plenário do STF iniciou nesta quarta a análise da ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pedindo que o Supremo permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez. 
De acordo com o Código Penal, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe. O ministro relator, Marco Aurélio Mello, considerou inconstitucional a interpretação que trata como crime interromper a gravidez de feto anencéfalo. 


De acordo com Mello, o termo aborto não é correto para casos de anencefalia pois não há possibilidade de vida do feto nessas condições. “Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. 


O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal”, afirmou o relator. Para esses ministros, a decisão de interromper a gravidez do feto sem cérebro é direito da mulher, que não pode ser oprimida pela possibilidade de punição. A decisão do STF valerá para todos os casos semelhantes e os demais órgãos do poder público serão obrigados a respeitá-la. “Não é escolha fácil. 


Todas as opções são de dor. Exatamente, fundado na dignidade da vida, neste caso, acho que esta interrupção não é criminalizável. [...] O útero é o primeiro berço do ser humano. Quando o berço se transforma em um pequeno esquife a vida se entorta”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.  


“É tão justo admitir que a mulher aguarde nove meses para que dê a luz ao feto anencefálico e também representa a Justiça não se permitir que uma mulher que padece dessa tragédia de assistir durante nove meses a missa de sétimo dia do seu filho seja criminalizada e colocada no tribunal de júri como se fosse a praticante de um crime contra a vida”, afirmou o ministro Luiz Fux.

“O crime de aborto quer dizer a interrupção da vida e, por tudo o que foi debatido nesta ação, a anencefalia não é compatível com essas características que consubstanciam a ideia de vida para o direito”, completou a ministra Rosa Weber. Alguns ministros ressaltaram que o Supremo não está discutindo a legalização do aborto de modo geral ou obrigando mulheres grávidas de fetos anencéfalos a interromper a gestação. A Corte discute se é crime interromper a gestação de um feto que, segundo a opinião de alguns especialistas, não tem chances de vida fora do útero. 


“Faço questão de frisar que este Supremo Tribunal Federal não está decidindo permitir o aborto”, disse Cármen Lúcia. 


“O Supremo, evidentemente, que respeita e vai consagrar aquelas mulheres que desejarem realizar o parto ainda que o feto seja anencefálico”, afirmou Luiz Fux. 


Divergência


O ministro Ricardo Lewandowski, que abriu a divergência após cinco votos favoráveis à liberação do aborto, afirmou que o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo.





 "Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse Lewandowski.


FONTE: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/04/com-5-votos-favor-stf-suspende-julgamento-de-aborto-de-anencefalos.html - 11/04/2012 20:00

quinta-feira, 22 de março de 2012

Um Bloqueio aos Ataques do HIV

Tratamento perigoso e provavelmente irreprodutível impediu que o vírus penetrasse em certas células imunes. É possível termos uma forma mais segura e acessível para ajudar milhões de pessoas?
por Carl June e Bruce Levine**

Há pouco mais de três anos um grupo de médicos de Berlim publicou
os resultados de um experimento inédito que surpreendeu os especialistas em HIV. O grupo alemão retirou medula óssea – fonte das células imunes do corpo – de um doador anônimo cuja herança genética o tornara naturalmente resistente ao HIV. Em seguida suas células foram transplantadas em um homem com leucemia e portador do vírus HIV por mais de dez anos. Embora o tratamento de leucemia a que o paciente foi submetido tenha sido o recomendado para a terapia de transplante de medula óssea, o grupo também esperava que a intervenção pudesse fornecer células resistentes ao HIV
suficientes para controlar a infecção. A terapia superou as expectativas. Em vez de apenas reduzir a quantidade de HIV no sangue do paciente o transplante eliminou todas as evidências detectáveis do vírus em seu organismo, incluindo vários tecidos onde poderia ter permanecido latente. Os pesquisadores ficaram tão surpresos com os resultados que esperaram quase dois anos para publicá-los.

As notícias pareciam boas demais para ser verdade. E até agora, cinco anos depois de ter passado pelo tratamento inicial, o chamado paciente de Berlim (que depois foi identificado como Timothy Ray Brown, da Califórnia) não mostra mais nenhum sinal de presença do vírus – apesar de não ter tomado nenhum medicamento antirretroviral durante todo esse período. Entre os mais de 60 milhões de infectados por HIV nas últimas décadas, Brown é certamente o único que teve a erradicação da infecção documentada.

Mas a abordagem não pode ser aplicada indiscriminadamente e isso por várias razões. Uma delas é que de início o sistema imune do paciente precisa ser completamente destruído – um procedimento muito arriscado. Mas o sucesso inesperado inspirou pesquisadores do mundo todo a tentar oferecer aos pacientes formas mais seguras e menos dispendiosas de um novo sistema imune resistente ao HIV como o que foi oferecido a Brown. Com o sucesso dessa abordagem os médicos simplesmente poderiam bater a porta na cara do HIV, evitando que ele se espalhasse de célula para célula por todo o organismo dos pacientes. Finalmente o sistema imune modificado também poderia encarregar-se de eliminar qualquer HIV residual que permanecesse dissimulado no corpo. Em vez de seguir os passos de terapias anteriores, que simplesmente suprimiam o vírus, uma nova abordagem baseada no tratamento do grupo de Berlim, se bem-sucedida, eliminaria os vírus e provavelmente curaria a doença.

Na verdade, nós e nossos colegas dispomos de uma forma mais fácil de oferecer aos pacientes com o HIV um sistema imune como aquele utilizado no tratamento bem-sucedido do paciente de Berlim. O procedimento mostrou-se promissor em laboratório e agora estamos realizando testes clínicos preliminares numa pequena amostra de pessoas infectadas com o vírus. Temos muito trabalho pela frente e não podemos garantir que a terapia seja eficaz, mas nossos resultados preliminares, aliados ao fato de o paciente de Berlim continuar livre do HIV, nos fazem acreditar que o tratamento que estamos desenvolvendo poderá mudar completamente a vida de milhões de pessoas infectadas com o HIV.

Artigo completo AQUI

**Carl June e Bruce Levine Carl June, médico e pesquisador da Faculdade de Medicina Perelman da University of Pennsylvania, estuda como o sistema imune pode ser geneticamente modificado para combater com mais eficácia o câncer e o HIV. Bruce Levine, imunologista, estuda terapias celular e gênica na Faculdade de Medicina Perelman da University of Pennsylvania, onde é diretor da Unidade de Produção Clínica de Vacinas e Células.

FONTE: UOL/ARTIGO

O fascínio da memória

Relações entre emoção e fatores cognitivos demonstram a complexidade dos sistemas neurobiológicos responsáveis por diferentes dimensões da memória
por Mauro Maldonato e Alberto Olivero**

A memória humana é uma faculdade maravilhosa e enganosa.
Embora muitos a considerem um arquivo imutável de experiências e recordações, o que ela guarda não está esculpido em pedra. De fato, as lembranças tendem a desbotar com o tempo, deformando-se e indo ao encontro, mesmo em condições normais, de uma lenta decadência, de um esquecimento fisiológico. E não é raro que gerem em nós perturbadoras sensações de estranheza, fragmentação, não pertencimento e até mesmo recombinações ilusórias de imagens e informações que ocupam nossa mente como um caleidoscópio. A memória e o esquecimento, a imutabilidade e a reestruturação das lembranças são aspectos tanto conflitantes quanto complementares de nossa mente. Essa ambiguidade tem um valor evolutivo crucial. Se, de um lado, a memória desempenha uma função adaptativa fundamental para a espécie humana, de outro, sem a capacidade de esquecer não aprenderíamos nada de novo, não corrigiríamos nossos erros, não inovaríamos velhos esquemas. Assim, é plausível afirmar que, enquanto a memória tende a preservar a história individual e coletiva, o esquecimento tende a ofuscar, progressivamente, as recordações infantis, os eventos do passado, os empreendimentos coletivos, as antigas memórias. Não por acaso, os humanos erguem lápides e monumentos para se defenderem do esquecimento.
Essa ambiguidade não se deve apenas à sua natureza vasta e heterogênea, mas também a suas relações intricadas. A própria natureza polissêmica do termo memória – utilizado por biólogos, psicólogos, antropólogos e historiadores para se referirem a processos e situações muito diferentes entre si, ainda que unidos pelo elemento comum da “flecha do tempo” – dificulta o aparecimento de um significado compartilhado e de fronteiras conceituais bem definidas. A etimologia grega do termo – mneme e anamnesis – espelha uma clara distinção entre a memória como esfera essencialmente intacta e contínua, e a reminiscência ou anamnese como exercício de presentificação das lembranças que o esquecimento vela. EmMenon, Fedro e outros diálogos, Platão afirma que todo conhecimento verdadeiro, todo aprendizado autêntico, é, na verdade, anamnese, esforço para chamar de volta à mente o que havia sido esquecido.

Hoje, uma época de predomínio cultural do paradigma medico- biológico, a memória (mneme) é identificada como um mecanismo cerebral puro, um arquivo das informações do sistema nervoso central; por seu lado, a reminiscência (anamnesis) é igualada a alguma coisa mais complexa e sutil do que o simples registro dos eventos. A reminiscência, de fato, implica uma reflexão sobre o passado, uma evocação das lembranças prazerosas ou dolorosas, sepultadas ou censuradas, que formam a essência de nossa individualidade. Mas, como é evidente, a disponibilidade do arquivo não coincide necessariamente com sua consulta e, portanto, a mera existência de uma lembrança, boa ou deficitária que seja, não se identifica com o princípio de identidade e de unicidade que decorre da individualidade de nossas recordações, conforme considera Oliverio. Nos últimos anos, os neurocientistas descreveram meticulosamente as bases moleculares, os fenômenos sinápticos e as alterações dos circuitos nervosos da memória, tentando preencher – por métodos não invasivos e multiparamétricos das imagens cerebrais – as lacunas explicativas da pesquisa psicológica. O conhecimento detalhado dessas dimensões poderia parecer pouco relevante aos que veem a mente como um conjunto de vivências diferentes e de experiências privadas e indizíveis. Em diferentes situações ligadas a danos e alterações da função nervosa, no entanto, a interpretação neurobiológica é fundamental para a compreensão do que acontece em nossa mente, como são reestruturadas as lembranças, como se dá o esquecimento.
(...)




**Mauro Maldonato e Alberto Olivero Mauro Maldonato, colaborador de Scientific American Brasil, é filósofo e psiquiatra, professor de psicologia geral da Universidade de Basilicata, em Potenza e Matera. Alberto Olivero, biólogo e psicobiólogo, é professor da Universidade de Sapienza, em Roma.

A medicina em LEGO.

A geração que brincou de LEGO inspirou vários artistas a criar verdadeiras obras de arte com essas pecinhas coloridas. Já vimos cientistas e até o corpo humano de LEGO! Descobrimos rcentemente as obras de Eric Harsbarger, "artista de LEGO". Além de diversos temas, Eric explora bem o tema de medicina: já fez o DNA, o coração e agora um carrinho de anestesia! Todas são muito interessantes, mas essa do carro de anestesia é realmente impressionante: em tamanho real, usou 30.000 peças de LEGO e, de fato, parece um carro de anestesia de verdade!




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia

Pessoas que bebem menos de 500 ml de água por dia podem ser mais propensas a desenvolver níveis glicêmicos mais altos, de acordo com estudo publicado pelo periódico Diabetes Care. O estudo demonstra uma correlação entre a ingestão de água e os níveis de glicose no sangue, mas não prova a relação de causa e efeito entre eles. Suspeita-se de que o hormônio vasopressina possa estar envolvido.

Pesquisadores franceses descobriram que pessoas que tomam menos de 500 ml de água ao dia podem ter seus níveis glicêmicos aumentados. Estes achados foram publicados pelo periódico Diabetes Care.

A ingestão de água altera os níveis de vasopressina, um hormônio antidiurético, no sangue. Pesquisadores franceses realizaram um estudo com 3.615 homens e mulheres de meia idade, com glicemia de jejum basal normal. O estudo teve nove anos de seguimento.

Durante o acompanhamento, houve 565 novos casos de hiperglicemia e 202 casos novos de diabetes mellitus. A ingestão de água foi inversamente e independentemente associada ao risco de desenvolver hiperglicemia.

Fonte: Diabetes Care, de 12 de outubro de 2011
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia. Disponível em: . Acesso em: 17 nov. 2011.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações

Mulheres grávidas e seus filhos nascidos vivos (465.754 pares de mães-bebês), da organização de cuidados com a saúde Kaiser Permanente, no norte da Califórnia, no período de 1995 a 2008, participaram do estudo de coorte retrospectivo que avaliou o uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) durante o primeiro trimestre da gravidez e o risco de malformações nos bebês.

A prevalência de uso de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gravdez foi de 0,9/1000, e o uso de outros medicamentos anti-hipertensivos foi de 2,4/1000. Após ajustes para idade materna, etnia, paridade e obesidade, o uso de inibidores da ECA durante o primeiro trimestre da gestação parece estar associado com risco aumentado de defeitos cardíacos congênitos nos recém-nascidos em comparação com os controles normais (aqueles sem hipertensão ou uso de qualquer anti-hipertensivo durante a gravidez). Uma associação semelhante foi observada para o uso de outros anti-hipertensivos e casos de defeitos cardíacos congênitos. No entanto, em comparação com controles com hipertensão (aqueles com diagnóstico de hipertensão arterial, mas sem o uso de anti-hipertensivos), sem utilizar inibidores da ECA ou de outros anti-hipertensivos, no primeiro trimestre, foi encontrado aumento do risco de defeitos congênitos do coração nos recém-nascidos.

Concluiu-se que o uso materno de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gestação tem um perfil de risco semelhante ao uso de outros anti-hipertensivos sobre as malformações nos recém-nascidos vivos. O risco aparente de malformações associadas ao uso de inibidores da ECA (e outros anti-hipertensivos) no primeiro trimestre da gestação é maior devido à hipertensão subjacente, ao invés de ser maior com o uso de medicamentos neste período da gravidez.

Fonte: British medical Journal - BMJ

Anúncio

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.