O uso de ácido valproico no primeiro trimestre da gravidez1 está associado ao aumento do risco de defeitos congênitos2 como espinha bífida, mas dados sobre outras malformações congênitas ainda são limitados, segundo artigo publicado pelo The New England Journal of Medicine.
Dados de oito estudos de coorte3 publicados foram combinados (1.565 grávidas expostas ao ácido valproico, dentre as quais foram observadas 118 malformações maiores na prole) e identificou-se 14 malformações significativamente mais comuns entre os nascidos de mães expostas ao ácido valproico durante o primeiro trimestre da gravidez1. Foram avaliadas as associações entre o uso de ácido valproico durante o primeiro trimestre e estas 14 malformações em um estudo caso controle com dados de registros populacionais de anomalias congênitas do European Surveillance of Congenital Anomalies (EUROCAT). Os registros com qualquer uma das 14 malformações foram comparados com dois grupos controle, um consistindo de bebês4 com malformações não previamente ligadas ao uso de ácido valproico (grupo controle 1) e outro com bebês4 com anormalidades cromossômicas (grupo controle 2). Os dados incluíram 98.075 nascidos vivos, natimortos ou terminados em malformações dentre 3,8 milhões de nascimentos em países europeus de 1995 a 2005.
A exposição à monoterapia com ácido valproico, quando comparada ao não uso de medicações anti-epilépticas, está associada ao aumento significativo de seis malformações das 14 estudadas. São elas: espinha bífida, defeitos do septo atrial, fenda palatina, hipospádia, polidactilia e craniosinostose.
Resultados semelhantes foram observados com o uso de outras medicações anti-epilépticas, mas os dados ainda são limitados.
Fonte: NEJM
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sábado, 19 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Noite mal dormida pode diminuir a sensibilidade à ação da insulina
Uma noite mal dormida pode diminuir a sensibilidade à ação da insulina no organismo, de acordo com estudo divulgado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
Estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que mesmo uma única noite mal dormida pode dificultar a habilidade do organismo em usar a insulina1.
Pesquisadores do Leiden University Medical Center realizaram um estudo, com pequeno número de indivíduos saudáveis, observando-os após uma noite de oito horas de sono e novamente após uma noite de quatro horas de sono. A restrição parcial do sono durante uma única noite reduziu alguns tipos de sensibilidade à ação da insulina1 em cerca de 19 a 25%. Baseado nestes achados, os autores relatam que a sensibilidade à insulina1 pode não ser pré-determinada em indivíduos saudáveis, mas ser resultado da duração do sono.
Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos da privação de sono, durante uma única noite, em relação à ação da insulina1 no organismo. Esta pode ser uma explicação para o aumento da resistência insulínica e o maior número de diabetes mellitus2 observado. No entanto, estudos com a participação de maior número de indivíduos são necessários.
Fonte: The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
Estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que mesmo uma única noite mal dormida pode dificultar a habilidade do organismo em usar a insulina1.
Pesquisadores do Leiden University Medical Center realizaram um estudo, com pequeno número de indivíduos saudáveis, observando-os após uma noite de oito horas de sono e novamente após uma noite de quatro horas de sono. A restrição parcial do sono durante uma única noite reduziu alguns tipos de sensibilidade à ação da insulina1 em cerca de 19 a 25%. Baseado nestes achados, os autores relatam que a sensibilidade à insulina1 pode não ser pré-determinada em indivíduos saudáveis, mas ser resultado da duração do sono.
Este é o primeiro estudo a avaliar os efeitos da privação de sono, durante uma única noite, em relação à ação da insulina1 no organismo. Esta pode ser uma explicação para o aumento da resistência insulínica e o maior número de diabetes mellitus2 observado. No entanto, estudos com a participação de maior número de indivíduos são necessários.
Fonte: The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Câncer de mama: beta-bloqueadores podem reduzir metástases e melhorar a sobrevida de pacientes portadores destes tumores.
Câncer de mama: beta-bloqueadores podem reduzir metástases e melhorar a sobrevida de pacientes portadores destes tumores, segundo trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference
Trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference, em Barcelona, mostra que o uso de beta-bloqueadores pode reduzir a formação de metástases em tumores de mama e melhorar a sobrevida de pacientes nesta condição.
Pesquisas recentes sugerem que neurotransmissores induzem a migração de células cancerosas mediada por receptores beta-2 adrenérgicos. O tratamento com beta-bloqueadores pode proteger contra metástases melhorando os resultados clínicos no câncer1 de mama.
Estudo epidemiológico sobre tratamento com beta-bloqueador e sua associação com metástases e sobrevida do câncer1 de mama foi realizado em pacientes com tumores operáveis nas mamas (n=466). Secundariamente, os níveis proteicos de um dos receptores dos beta-bloqueadores (receptores beta-2 adrenérgicos) foram avaliados como um candidato a biomarcador dos resultados clínicos usando as técnicas de microarranjo de tecidos (n= 689 casos) e imunohistoquímica.
Noventa e dois de 466 pacientes recebendo antihipertensivos participaram do estudo. Quarenta e três destes 92 (46,7%) eram pacientes com câncer1 de mama que estavam recebendo beta-bloqueadores no momento do diagnóstico2 do tumor3.
Eles mostraram redução significativa na formação de metástases (p=0,03) e na recorrência local do tumor3 (p=0,003). Além disso, houve aumento da sobrevida e 71% de redução no risco de mortalidade4 específica para câncer1 de mama.
As conclusões são animadoras, mas novos estudos, envolvendo maior número de pacientes, são necessários para validar os resultados da presente pesquisa.
Fonte:European Breast Cancer Conference
Trabalho apresentado na European Breast Cancer Conference, em Barcelona, mostra que o uso de beta-bloqueadores pode reduzir a formação de metástases em tumores de mama e melhorar a sobrevida de pacientes nesta condição.
Pesquisas recentes sugerem que neurotransmissores induzem a migração de células cancerosas mediada por receptores beta-2 adrenérgicos. O tratamento com beta-bloqueadores pode proteger contra metástases melhorando os resultados clínicos no câncer1 de mama.
Estudo epidemiológico sobre tratamento com beta-bloqueador e sua associação com metástases e sobrevida do câncer1 de mama foi realizado em pacientes com tumores operáveis nas mamas (n=466). Secundariamente, os níveis proteicos de um dos receptores dos beta-bloqueadores (receptores beta-2 adrenérgicos) foram avaliados como um candidato a biomarcador dos resultados clínicos usando as técnicas de microarranjo de tecidos (n= 689 casos) e imunohistoquímica.
Noventa e dois de 466 pacientes recebendo antihipertensivos participaram do estudo. Quarenta e três destes 92 (46,7%) eram pacientes com câncer1 de mama que estavam recebendo beta-bloqueadores no momento do diagnóstico2 do tumor3.
Eles mostraram redução significativa na formação de metástases (p=0,03) e na recorrência local do tumor3 (p=0,003). Além disso, houve aumento da sobrevida e 71% de redução no risco de mortalidade4 específica para câncer1 de mama.
As conclusões são animadoras, mas novos estudos, envolvendo maior número de pacientes, são necessários para validar os resultados da presente pesquisa.
Fonte:European Breast Cancer Conference
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
SIMERS notifica universidades para emitir Diploma de Médico
SIMERS notifica universidades para emitir Diploma de Médico
O SIMERS está notificando a Universidade Federal do RS (Ufrgs) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para que as duas instituições promovam a emissão de diploma de médico e não mais de bacharel em Medicina. O mesmo documento exige a reexpedição de diplomas para profissionais formados desde 2007 e que receberam o título de bacharel.
A medida reforça a resposta dada pelo Ministério da Educação (MEC) ao SIMERS, na tarde desta quarta-feira, 22, ao reconhecer que a expressão bacharel não deve ser utilizada (leia, abaixo, a resposta). Milhares de acadêmicos protestaram em todo o Estado, na semana passada contra o título de “Bacharel em Medicina”, e em favor do Diploma de Médico, numa mobilização histórica na véspera do Dia do Médico. O fato forçou o MEC a reconhecer que a expressão não deve ser utilizada.
A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) também deve solicitar uma posição oficial do MEC sobre o tema. Em congresso anual da entidade, de 18 a 21 na Bahia, o ministro Fernando Haddad garantiu que não há interesse da pasta em alterar a titulação e que ele mesmo vai responder à entidade.
“Fomos às ruas em defesa do diploma médico e temos certeza que, se não fosse a mobilização, os diplomas de bacharel continuariam a ser confeccionados”, reforça a presidente em exercício do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, ao lembrar o ato histórico do dia 17, que teve forte apoio do SIMERS na sua organização e mobilização.
O Ministério da Educação esclarece que:
1. O MEC não expediu nenhuma norma ou determinação sobre o diploma dos cursos de Medicina. Os diplomas devem ser expedidos, pelos cursos reconhecidos, como sempre foram.
2. Aparentemente, a origem da polêmica está na Portaria 251, de 16 de junho de 2006, que reconheceu diversos cursos, entre eles alguns de Medicina, na qual se especificava, após a denominação do curso, o grau a ser obtido, da seguinte forma: "Odontologia, bacharelado"; "Psicologia, bacharelado", "Física, licenciatura" e "Medicina, bacharelado". Essa Portaria não tem caráter normativo e só tem repercussão sobre os cursos diretamente referidos no seu texto.
3. Fica claro, portanto, que o MEC não disciplinou que os diplomas de graduação em Medicina passem a ser expedidos como de "bacharel em Medicina". A inclusão do termo "bacharel" após o nome do curso tem a função apenas de explicitar o grau, sem modificar em nada os procedimentos de expedição de diplomas pelas instituições.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Educação
Mais informações pelo www.simers.org.br.
O SIMERS está notificando a Universidade Federal do RS (Ufrgs) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para que as duas instituições promovam a emissão de diploma de médico e não mais de bacharel em Medicina. O mesmo documento exige a reexpedição de diplomas para profissionais formados desde 2007 e que receberam o título de bacharel.
A medida reforça a resposta dada pelo Ministério da Educação (MEC) ao SIMERS, na tarde desta quarta-feira, 22, ao reconhecer que a expressão bacharel não deve ser utilizada (leia, abaixo, a resposta). Milhares de acadêmicos protestaram em todo o Estado, na semana passada contra o título de “Bacharel em Medicina”, e em favor do Diploma de Médico, numa mobilização histórica na véspera do Dia do Médico. O fato forçou o MEC a reconhecer que a expressão não deve ser utilizada.
A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) também deve solicitar uma posição oficial do MEC sobre o tema. Em congresso anual da entidade, de 18 a 21 na Bahia, o ministro Fernando Haddad garantiu que não há interesse da pasta em alterar a titulação e que ele mesmo vai responder à entidade.
“Fomos às ruas em defesa do diploma médico e temos certeza que, se não fosse a mobilização, os diplomas de bacharel continuariam a ser confeccionados”, reforça a presidente em exercício do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, ao lembrar o ato histórico do dia 17, que teve forte apoio do SIMERS na sua organização e mobilização.
O Ministério da Educação esclarece que:
1. O MEC não expediu nenhuma norma ou determinação sobre o diploma dos cursos de Medicina. Os diplomas devem ser expedidos, pelos cursos reconhecidos, como sempre foram.
2. Aparentemente, a origem da polêmica está na Portaria 251, de 16 de junho de 2006, que reconheceu diversos cursos, entre eles alguns de Medicina, na qual se especificava, após a denominação do curso, o grau a ser obtido, da seguinte forma: "Odontologia, bacharelado"; "Psicologia, bacharelado", "Física, licenciatura" e "Medicina, bacharelado". Essa Portaria não tem caráter normativo e só tem repercussão sobre os cursos diretamente referidos no seu texto.
3. Fica claro, portanto, que o MEC não disciplinou que os diplomas de graduação em Medicina passem a ser expedidos como de "bacharel em Medicina". A inclusão do termo "bacharel" após o nome do curso tem a função apenas de explicitar o grau, sem modificar em nada os procedimentos de expedição de diplomas pelas instituições.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Educação
Mais informações pelo www.simers.org.br.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
American Diabetes Association recomenda a A1C como critério diagnóstico do diabetes mellitus
Publicado como suplemento do periódico Diabetes Care de janeiro de 2010, o protocolo Standards of Medical Care in Diabetes diz que o exame da hemoglobina glicada (A1C3) passa a ser recomendado como meio diagnóstico do diabetes mellitus e identificação de casos de pré-diabetes. Este exame é recomendado há anos para verificar como está o controle dos níveis glicêmicos de pacientes diabéticos ao longo do tempo, mas até então não era considerado um critério diagnóstico da doença.
Ao contrário de muitas doenças crônicas, o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, enquanto os níveis glicêmicos encontram-se no estado de pré-diabetes.
A A1C3 é medida em porcentagem. O exame faz a média dos níveis glicêmicos ao longo de um período de cerca de 3 meses. Uma pessoa sem diabetes pode ter uma A1C3 de cerca de 5%.
Pelas novas recomendações, as quais são publicadas anualmente para refletir as mais novas pesquisas científicas, valores de A1C3 entre 5,7 e 6,4 % indicam que os níveis glicêmicos estão no estado de pré-diabetes6. Isto significa que estão acima do normal, mas ainda não tão altos para fazer o diagnóstico de diabetes mellitus5. Este diagnóstico é feito com níveis de A1C3 iguais ou superiores a 6,5%.
A American Diabetes1 Association recomenda que a maioria das pessoas com diabetes deve manter os níveis de A1C3 igual ou abaixo de 7% para um controle adequado desta patologia. As pesquisas mostram que o controle da glicemia ajuda a prevenir sérios danos à saúde relacionados ao diabetes, como doenças renais, danos aos nervos, doenças da retina (retinopatia diabética10) e doenças cardíacas.
A A1C3 vai se juntar a dois outros testes diagnósticos prévios, a glicemia de jejum e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Ambos exigem horas de jejum para coleta do sangue a ser examinado. Já a A1C3 não necessita de jejum prévio, aumentando a disposição para a realização do exame e reduzindo o número de pessoas que têm diabetes tipo 2 e não estão recebendo o diagnóstico. O diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença na evolução do diabetes mellitus e na qualidade de vida dos portadores desta condição.
Fonte consultada:
American Diabetes Association
Ao contrário de muitas doenças crônicas, o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, enquanto os níveis glicêmicos encontram-se no estado de pré-diabetes.
A A1C3 é medida em porcentagem. O exame faz a média dos níveis glicêmicos ao longo de um período de cerca de 3 meses. Uma pessoa sem diabetes pode ter uma A1C3 de cerca de 5%.
Pelas novas recomendações, as quais são publicadas anualmente para refletir as mais novas pesquisas científicas, valores de A1C3 entre 5,7 e 6,4 % indicam que os níveis glicêmicos estão no estado de pré-diabetes6. Isto significa que estão acima do normal, mas ainda não tão altos para fazer o diagnóstico de diabetes mellitus5. Este diagnóstico é feito com níveis de A1C3 iguais ou superiores a 6,5%.
A American Diabetes1 Association recomenda que a maioria das pessoas com diabetes deve manter os níveis de A1C3 igual ou abaixo de 7% para um controle adequado desta patologia. As pesquisas mostram que o controle da glicemia ajuda a prevenir sérios danos à saúde relacionados ao diabetes, como doenças renais, danos aos nervos, doenças da retina (retinopatia diabética10) e doenças cardíacas.
A A1C3 vai se juntar a dois outros testes diagnósticos prévios, a glicemia de jejum e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Ambos exigem horas de jejum para coleta do sangue a ser examinado. Já a A1C3 não necessita de jejum prévio, aumentando a disposição para a realização do exame e reduzindo o número de pessoas que têm diabetes tipo 2 e não estão recebendo o diagnóstico. O diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença na evolução do diabetes mellitus e na qualidade de vida dos portadores desta condição.
Fonte consultada:
American Diabetes Association
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Dieta para hipertensos. O que reduz a pressão arterial?
Quais são as recomendações da V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial para redução da pressão arterial?
* Hipertensos com excesso de peso devem participar de programas de emagrecimento com restrição de ingestão calórica e aumento de atividade física. O objetivo é alcançar Índice de Massa Corporal inferior a 25kg/m² e circunferência da cintura inferior a 102cm para homens e 88cm para mulheres.
* Uma redução de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial.
* Os alimentos ricos em sódio e gorduras saturadas devem ser evitados, ao passo que os ricos em fibras e potássio são permitidos.
* A dieta preconizada pelo estudo DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension) mostrou benefícios no controle da pressão arterial, inclusive em pacientes hipertensos fazendo uso de anti-hipertensivos.
* A dieta DASH enfatiza o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e de colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio. Esta dieta, associada à redução no consumo de sal, mostra benefícios ainda mais evidentes, sendo fortemente recomendada para hipertensos.
* Os hipertensos devem comer de quatro a cinco porções de frutas, quatro a cinco porções de vegetais crus ou cozidos e duas a três porções de laticínios desnatados por dia, com menos de 25% de gordura.
* Dietas vegetarianas podem ocasionar discreta redução na pressão arterial sistólica em hipertensos leves.
* Os hipertensos devem reduzir a quantidade de sal na elaboração de alimentos, dando preferência aos temperos naturais como alho, cebola, limão, gengibre, alecrim, ervas, salsa, cebolinha, hortelã e manjericão. O ideal é retirar o saleiro da mesa, restringir os temperos industrializados e os molhos prontos, sopas em pó, embutidos, conservas, salsichas, enlatados, congelados, defumados, salgados do tipo snacks, mussarela e queijo prato. Alguns alimentos que não têm gosto salgado, mas têm sódio na sua composição, são mostarda, catchup e refrigerantes.
* Restringir ou abolir as bebidas alcoólicas. Recomenda-se limitar o consumo de bebidas alcoólicas a, no máximo, 30g/dia de etanol para homens e 15g/dia para mulheres ou indivíduos de baixo peso. Àqueles que não se enquadrarem nesses limites de consumo, sugere-se o abandono.
* Substituir doces e derivados do açúcar por carboidratos complexos e frutas, evitar sucos industrializados dando preferência aos sucos naturais de frutas.
* Incluir cereais integrais na dieta.
* Usar alimentos com reduzido teor de gordura, eliminando as gorduras hidrogenadas e dando preferência às gorduras do tipo mono ou poli-insaturadas, presentes nas fontes de origem vegetal, exceto dendê e coco.
* Manter uma ingestão satisfatória de cálcio através do consumo de produtos lácteos, de preferência, desnatados.
* Substituir frituras por alimentos assados, crus ou grelhados.
* A suplementação de potássio promove redução modesta da pressão arterial. Feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja são alimentos pobres em sódio e ricos em potássio. A recomendação é ingerir até 4,7 gramas de potássio ao dia.
* Vários estudos mostram benefícios da restrição do consumo de sal na redução da pressão arterial e menor incremento da pressão arterial com o envelhecimento. É saudável uma pessoa ingerir até 6g de sal por dia (100 mmol ou 2,4 g/dia de sódio), correspondente a quatro colheres de café (4g) rasas de sal adicionadas aos alimentos.
* A prática regular de atividades físicas é recomendada para todos os hipertensos, inclusive aqueles sob tratamento medicamentoso, porque reduz as pressões arteriais sistólica e diastólica em 6,9mmHg e 4,9 mmHg, respectivamente. Além disso, o exercício físico pode reduzir o risco de doença arterial coronariana, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade7 geral. Antes de iniciar atividades físicas, os hipertensos devem ser submetidos a avaliação clínica especializada.
* Óleos e azeite não devem ser acrescentados aos alimentos durante o período de cozimento. Eles devem ser adicionados apenas após o preparo das refeições e em pequena quantidade, por serem muito calóricos.
Fontes consultadas:
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial1
The Seventh Report of the Joint National Commitee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure
* Hipertensos com excesso de peso devem participar de programas de emagrecimento com restrição de ingestão calórica e aumento de atividade física. O objetivo é alcançar Índice de Massa Corporal inferior a 25kg/m² e circunferência da cintura inferior a 102cm para homens e 88cm para mulheres.
* Uma redução de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial.
* Os alimentos ricos em sódio e gorduras saturadas devem ser evitados, ao passo que os ricos em fibras e potássio são permitidos.
* A dieta preconizada pelo estudo DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension) mostrou benefícios no controle da pressão arterial, inclusive em pacientes hipertensos fazendo uso de anti-hipertensivos.
* A dieta DASH enfatiza o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e de colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio. Esta dieta, associada à redução no consumo de sal, mostra benefícios ainda mais evidentes, sendo fortemente recomendada para hipertensos.
* Os hipertensos devem comer de quatro a cinco porções de frutas, quatro a cinco porções de vegetais crus ou cozidos e duas a três porções de laticínios desnatados por dia, com menos de 25% de gordura.
* Dietas vegetarianas podem ocasionar discreta redução na pressão arterial sistólica em hipertensos leves.
* Os hipertensos devem reduzir a quantidade de sal na elaboração de alimentos, dando preferência aos temperos naturais como alho, cebola, limão, gengibre, alecrim, ervas, salsa, cebolinha, hortelã e manjericão. O ideal é retirar o saleiro da mesa, restringir os temperos industrializados e os molhos prontos, sopas em pó, embutidos, conservas, salsichas, enlatados, congelados, defumados, salgados do tipo snacks, mussarela e queijo prato. Alguns alimentos que não têm gosto salgado, mas têm sódio na sua composição, são mostarda, catchup e refrigerantes.
* Restringir ou abolir as bebidas alcoólicas. Recomenda-se limitar o consumo de bebidas alcoólicas a, no máximo, 30g/dia de etanol para homens e 15g/dia para mulheres ou indivíduos de baixo peso. Àqueles que não se enquadrarem nesses limites de consumo, sugere-se o abandono.
* Substituir doces e derivados do açúcar por carboidratos complexos e frutas, evitar sucos industrializados dando preferência aos sucos naturais de frutas.
* Incluir cereais integrais na dieta.
* Usar alimentos com reduzido teor de gordura, eliminando as gorduras hidrogenadas e dando preferência às gorduras do tipo mono ou poli-insaturadas, presentes nas fontes de origem vegetal, exceto dendê e coco.
* Manter uma ingestão satisfatória de cálcio através do consumo de produtos lácteos, de preferência, desnatados.
* Substituir frituras por alimentos assados, crus ou grelhados.
* A suplementação de potássio promove redução modesta da pressão arterial. Feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja são alimentos pobres em sódio e ricos em potássio. A recomendação é ingerir até 4,7 gramas de potássio ao dia.
* Vários estudos mostram benefícios da restrição do consumo de sal na redução da pressão arterial e menor incremento da pressão arterial com o envelhecimento. É saudável uma pessoa ingerir até 6g de sal por dia (100 mmol ou 2,4 g/dia de sódio), correspondente a quatro colheres de café (4g) rasas de sal adicionadas aos alimentos.
* A prática regular de atividades físicas é recomendada para todos os hipertensos, inclusive aqueles sob tratamento medicamentoso, porque reduz as pressões arteriais sistólica e diastólica em 6,9mmHg e 4,9 mmHg, respectivamente. Além disso, o exercício físico pode reduzir o risco de doença arterial coronariana, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade7 geral. Antes de iniciar atividades físicas, os hipertensos devem ser submetidos a avaliação clínica especializada.
* Óleos e azeite não devem ser acrescentados aos alimentos durante o período de cozimento. Eles devem ser adicionados apenas após o preparo das refeições e em pequena quantidade, por serem muito calóricos.
Fontes consultadas:
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial1
The Seventh Report of the Joint National Commitee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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