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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A relação cintura-quadril, e não o índice de massa corporal, é a melhor medida de obesidade para avaliar o risco de um ataque cardíaco.

A relação cintura-quadril, e não o índice de massa corporal, é a melhor medida de obesidade para avaliar o risco de um ataque cardíaco, segundo estudo publicado na revista The Lancet.

Foi publicado na revista The Lancet que a relação cintura-quadril é melhor que o índice de massa corporal1 (IMC) para prognóstico de risco de ataques cardíacos para vários grupos étnicos. Se a obesidade for redefinida segundo a relação cintura-quadril ao invés do uso do IMC, a proporção de pessoas com risco de um ataque cardíaco triplica, segundo dados do estudo Interheart.

Baseado no peso e na altura, o IMC não leva em consideração a localização da gordura do corpo, nem quanto de musculatura a pessoa possui, diz Arya Sharma, professor de medicina na McMaster University e co-autor do estudo. Um atleta e um sedentário poderiam apresentar IMC semelhantes.

O estudo Interheart, dirigido por Salim Yusuf da McMaster University em Hamilton, Ontario, contou com uma população de 27.098 pessoas de 52 países, entre elas, europeus, asiáticos, africanos e americanos, incluindo 12.461 que tinham sofrido ataque cardíaco prévio. Os pesquisadores avaliaram se outros marcadores de obesidade, principalmente a relação cintura-quadril, poderiam ser fatores prognósticos de relevância para ataques cardíacos comparados à medida convencional do IMC para diferentes grupos étnicos.

No novo estudo, o risco de um ataque cardíaco aumentou progressivamente uma vez que aumentava o índice de relação cintura-quadril. 20% das pessoas no estudo com os índices mais altos tiveram 2,5 vezes maior risco do que os 20% com os menores índices. Este achado sugere a redução na circunferência abdominal, aumento da musculatura do quadril ou a redistribuição de gorduras no organismo.

No geral, os dados encontrados pelos pesquisadores mostraram medidas de cintura com valor de 90% das medidas do quadril. Os melhores índices foram encontrados na China (88%), seguidos do Sudeste Asiático (89%), América do Norte (90%), África (92%), Oriente Médio (93%) e América do Sul (94%). Cinturas largas refletem a deposição de gordura abdominal e são perigosas, enquanto quadris largos, os quais podem indicar a quantidade de músculo nos membros inferiores, são um fator de proteção.

O estudo diz que os mecanismos de proteção ainda não estão claros. Os autores especulam que fatores hormonais possam influenciar na circunferência da cintura e do quadril, podendo apresentar diferenças importantes na composição de gordura nessas duas áreas. Quadris largos podem ser resultado de massa muscular. Se a dieta leva à perda de massa muscular, pode agir contra os benefícios da perda de peso, dizem os autores.

O Interheart mostrou que o risco da população atribuível à relação cintura-quadril é maior que o risco atribuível ao índice de massa corporal. Os resultados sugerem que as estimativas prévias sobre o efeito da obesidade como fator de risco cardiovascular foram demasiadamente baixas.

A relação cintura-quadril é calculada dividindo-se a medida da circunferência da cintura em centímetros pela medida da circunferência do quadril em centímetros. O índice de corte para risco cardiovascular é menor que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens. Um número mais alto demonstra maior risco.

Fonte: The Lancet

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Utilização de Nanorobôs em Cirurgias

Segundo estudos científicos, o uso de robôs microscópicos com câmeras e braços em cirurgia , diminuiria em até 50 por cento a possibilidade de sequelas após o procedimento. Eles seriam controlados do lado de fora do corpo humano por médicos cirugiões, e o paciente teria uma recuperação média de três dias.

Essa é uma projeção feita pelos cientistas para os próximos anos, no entanto, os pequenos robôs auxiliares, já vem ajudando na realização de atos cirúrgicos há cerca de vinte anos na Europa e nos Estados Unidos, e no Brasil essa tecnologia de ponta só é usada em somente três hospitais por enquanto.

Os três hospitais no Brasil que já usam os robôs auxiliares são o Hospital Albert Einstein, o Sírio e Libanês e o Oswaldo Cruz, todos localizados no estado de São Paulo.

No Albert Einstein cerca de 200 cirurgias já foram realizadas pelo procedimento, sendo que a grande maioria em indivíduos acometidos pelo câncer de próstata. No entanto, a técnica vem sendo utilizada em outras enfermidades como: Tumor no Pâncreas, cirurgias do coração e no intestino grosso e endometriose. No câncer de próstrata, com a utillização do procedimento com os robôs, os pacientes tem a chance de evitar a incontinência urinária e ainda manter a potência sexual, que é o problema que mais aflinge aos homens quando adquirem a enfermidade.

Robô Da Vinci



O Robô Da Vinci funciona operando como um auxiliar dos médicos cirurgiões, sendo todas as tomadas de decisões totalmente humanas, pois não há sensores no robô específicos para essa função, que só o homem é capaz de realizar. Ele apresenta um sistema de iluminação e ótica, que permite aos cirugiões um reconhecimento mais nítido e apurado das estruturas orgânicas que devem ser preservadas.

Uma câmera acoplada à ele, consegue uma ampliação de até 12 vezes o local que sofre a intervenção cirúrgica, facilitando o procedimento médico. o Robô lembra um animal aquático com quantro braços, sendo que um delas é utilizado como suporte da câmera, e os outros três ajudam a segurar os aparelhos que serão uitlizados no ato cirúrgico.
Utilização do Robô

Um dos procedimentos em que o robô Da Vinci é utilizado com sucesso é na videolaparoscopia, que é uma cirurgia realizada com pequanas incisões no abdome do paciente. Nessa técnica, o médico cirurgião manipula o doente virtualmente, através de dedais com sensores que orientam o robô o que ele deve fazer com suas mãos, proporcionando uma visibilidade maior ao profissional e uma imagem mais nítida, o que dá mais precisão à cirurgia, evitando possíveis sangramentos e auxiliando na prevenção funcional dos órgãos humanos.

Custos do Projeto

Atualmente, estima-se que mais de mil máquinas já atuem auxiliando os médicos em seus processos cirúrgicos. Quanto aos custos de uma cirurgia assistida por robôs, os especialistas informam que no nosso país, pode sair até 50 por cento mais caro, que em uma operação comum. No entanto, segundo eles, deve-se levar outros fatores em consideração com uma possível sequela cirúrgica, o tempo de recuparação do paciente e sua qualidade de vida pós-operatória. Os avanços na área dos nanorobôs, segundo os cientistas, trarão vários benefícios aos seres humanos com máquinas projetadas para ajudarem aos homens a salvarem vidas.

Salete Dias

quarta-feira, 30 de março de 2011

Após 50 anos, FDA recomenda nova droga para tratar lúpus

Após 50 anos, FDA recomenda nova droga para tratar lúpus
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana, acaba de endossar um novo medicamento para o tratamento do lúpus. É a primeira vez em 50 anos que a agência recomenda uma droga para este distúrbio. O remédio, desenvolvido pela Human Genome Sciences, com apoio da GlaxoSmithKline, mostrou ter um efeito significativo no controle dos sintomas da doença autoimune.
A recomendação do painel é um momento histórico - afirma Margaret Dowd, presidente do Lupus Research Institute, nos EUA. A aprovação final da FDA deve acontecer até dezembro. A partir daí, o medicamento passa a ser recomendado por médicos em todo o país.
No novo tratamento, feito com a substância belimumab, os pacientes recebem a aplicação intravenosa do medicamento mensalmente. A terapia inibe a ação dos linfócitos B. A expectativa é de que o tratamento custe US$ 30 mil anuais.
Somente nos Estados Unidos, cerca de 1,5 milhão de pessoas sofrem com a doença. Atualmente, o tratamento é feito com drogas imunosupressoras, como os esteroides, que costumam ter efeitos colaterais severos. A última droga aprovada para o tratamento de lúpus foi em 1958 e não é mais recomendada pelos médicos.
Fonte: O Globo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cientistas já desenvolveram tecnologias que possibilitam controlar uma cadeira de rodas com o pensamento e uma mão mecânica pelos nervos do braço.



Cientistas já desenvolveram tecnologias que possibilitam controlar uma cadeira de rodas com o pensamento e uma mão mecânica pelos nervos do braço.


Os avanços dão novas esperanças a pessoas como Jessie, que trabalha com a equipe da universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, no desenvolvimento de uma mão biônica.

Jessie perdeu os dois braços em um acidente, mas agora, do lado esquerdo, usa uma prótese artificial capaz de, segundo cientistas, realizar praticamente os mesmos movimentos que uma mão de verdade.

Com a prótese, ele é capaz de pegar objetos e movimentá-los com precisão. No caso de Jessie, os comandos saem das terminações nervosas no peito. O próximo passo vai ser conectar as próteses diretamente com o cérebro.

Já a cadeira de rodas da EPFL, na Suíça, pode ser controlada pelo pensamento. Sinais elétricos tênues são captados no cérebro por sensores afixados a uma touca que deve ser usada pelo cadeirante.
Fonte: site congressos médicos

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cirurgia por robôs, novidade que estará disponível no Brasil em abril

Um grande hospital de São Paulo importou um sistema de robôs norte-americano para uso em cirurgias. Agora, a equipe que irá operá-lo faz treinamento para colocálo em atividade. Trata-se do primeiro equipamento do gênero a receber, em 2000, a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), órgão federal que controla a indústria de alimentos e a de remédios nos Estados Unidos.

O uso da robótica na Medicina começou a ser desenvolvido pelos Estados Unidos na Guerra do Golfo, no início dos anos 1990. Os navios do país eram equipados com verdadeiros hospitais. Mas nem sempre era possível transportar feridos pelo interior do Iraque até uma embarcação para ser operados. Isso levou os cientistas a criar um sistema robótico cirúrgico que pode ser comandado tanto ao lado da mesa de cirurgia quanto até de um país distante. Daquela época até agora, a invenção sofreu enorme aperfeiçoamento. O equipamento importado pelo hospital é a versão mais nova.

O equipamento tem duas partes. A primeira é uma unidade composta de quatro braços robotizados, sendo três destinados à cirurgia e o quarto encarregado de transmitir a imagem do local da cirurgia à equipe médica. Já a segunda unidade se compõe de uma espécie de cabine onde fica o cirurgião, que controla todos os movimentos dos braços robóticos e faz a cirurgia. O robô não toma nenhuma decisão de ato operatório que não seja comandada pelo médico.

Há basicamente dois tipos de cirurgia: as tradicionais, pelas quais se abre a região onde se vai intervir, e as minimamente invasivas, como a videolaparoscopia, na qual o instrumental cirúrgico é posto no interior do corpo do paciente por intermédio de quatro a cinco pequenas incisões. O equipamento robótico se destina a esse último tipo. Mas os robôs agregam uma grande evolução à videolaparoscopia. Primeiro, porque ela é feita basicamente com imagem bidimensional, ou seja, só com altura e largura, ao passo que a robótica usa imagem em terceira dimensão, com altura, largura e profundidade. Depois, as pinças da videolaparoscopia básica só "fazem gestos" de descida e subida, enquanto os "micropunhos" do robô realizam grande parte dos gestos humanos.

Algumas vantagens do sistema em relação ao cirurgião são: os robôs "trabalham" em aberturas cirúrgicas bem menores do que aquelas das quais a mão humana necessita; máquinas não têm fadiga nem tremor e manipulam instrumentos cirúrgicos menores e mais delicados com maior precisão; robôs podem realizar tarefas de risco para o cirurgião, como operar portadores de moléstias infecciosas; e, finalmente, robôs podem ser controlados a qualquer distância. Para o paciente, de outro lado, os benefícios são óbvios. Pequenas incisões significam menor dor, menos sangramento, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida.

As cirurgias com robôs estão apenas no início, mas as possibilidades são ilimitadas. Em ginecologia, na cirurgia de endometriose pélvica, em que há risco de lesão de nervos e intestinos, seu uso já é uma realidade, conferindo mais segurança do que a videolaparoscopia habitual. Mas eles vão se tornar fundamentais também - pela visão do campo cirúrgico em terceira dimensão e pela precisão de corte em regiões delicadas quanto a nervos e vasos sanguíneos - nas cirurgia torácicas, pediátricas, cardíacas e outras.

Rubens Paulo Gonçalves Filho (38) é médico assistente da Disciplina de Genética e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC e ginecologista e obstetra dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz, na capital paulista. Site : www.gestar.med.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Faculdade de Medicina da UFPA tem novo projeto pedagógico

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Pará (UFPA) aprovou oficialmente, na quarta-feira, 15, o novo projeto político pedagógico da Faculdade de Medicina. Neste momento em que todos os cursos de Medicina, tanto nacionais como internacionais, buscam novos caminhos de aprimoramento de seus currículos, a Faculdade de Medicina encontra total conformidade com as diretrizes curriculares nacionais para as graduações na área de saúde previstas pelo Ministério da Educação.

O novo projeto político pedagógico leva em consideração três eixos norteadores: “Atenção Integral à Saúde do indivíduo, da família e da comunidade”; “Habilidades Médicas”; “Formação Científica”; e “Eixo Teórico-prático Integrado”. Segundo explica a diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, professora Tânia Costa, tal reformulação permite significativos avanços em termos de estratégias metodológicas inovadoras e comprometidas com o aprimoramento do ensino na Faculdade.

“O projeto pressupõe, por exemplo, módulos que integram as diversas disciplinas da área de saúde em uma perspectiva multi e interdisciplinar; atividades extensionistas voltadas à prevenção e à promoção da saúde; além do incentivo para que o aluno busque conhecimentos científicos e, desde o início do curso, procure traçar paralelo entre a teoria e a prática já estabelecendo conhecimento, habilidades e atitudes necessárias para sua formação profissional e cidadã”, sintetiza a diretora.

Com a autorização da Pró-Reitoria de Ensino e de Graduação (Proeg/UFPA), o novo projeto político pedagógico já está em vigor para a turma do segundo semestre de 2010. Tânia Costa explica que o próximo passo para avançar ainda mais nas melhorias é dar continuidade aos programas de capacitação de docentes e à aquisição de novos equipamentos e instalações, a exemplo dos Laboratórios Morfofuncional e de Habilidades, previstos para serem inaugurados em 2011.


Assessoria de Comunicação da UFPA

sábado, 27 de novembro de 2010

UFPA convidará MEC a visitar novamente a Faculdade de Medicina

Sáb, 27 de Novembro de 2010 08:53
O curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) não está e nunca esteve sob risco de extinção. A garantia foi dada pelo reitor Carlos Maneschy, ao comentar nesta sexta-feira, 26, as determinações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) sobre a Faculdade de Medicina, publicadas na edição da última quinta-feira, 25, no Diário Oficial da União. A Sesu deu um prazo de 90 dias para que a UFPA informe os procedimentos adotados para o cumprimento das medidas firmadas no Termo de Seneamento de Deficiências, assinado em 2009, determinando o envio de relatórios semestrais de trabalho docente àquela Secretaria. Apesar de ainda não ter sido notificado oficialmente, o reitor da UFPA garante que todas as exigências do Termo, incluindo investimentos em infraestrutura, elaboração de novo projeto pedagógico para o curso e contratação de professores, estão sendo cumpridas pela UFPA. Ele ressalta que, desde maio deste ano, mês da última visita da equipe do MEC para avaliar as medidas adotadas na melhoria do curso, muitos investimentos foram feitos. “No corpo docente já contratamos 14 novos professores efetivos e, até o fim do ano, vamos abrir concurso para contratação de mais dois ou três professores, totalizando 17 novos docentes, o que garantirá a total implantação do projeto pedagógico (iniciada no último mês de agosto)”, explicou. “As determinações (da Sesu) são resultado de uma avaliação que ainda não expressa todos os investimentos que fizemos. A realidade hoje é distinta do que era em maio, bem distinta, e para melhor”, completa.

Carlos Maneschy também destaca, entre os avanços, a oferta dos cursos de doutorado em Oncologia e Ciências Médicas e a abertura de licitação até o fim deste ano para a construção do novo prédio da Faculdade de Medicina, que ficará no campus do Guamá, em Belém, às proximidades do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza.
Surpresa - Tânia Costa, diretora da Faculdade de Medicina da UFPA, diz que a determinação do MEC foi vista com surpresa pela Faculdade, já que as propostas do Termo assinado com o MEC vêm sendo cumpridas pela Universidade. “De um modo geral, acreditamos que vencemos várias etapas que estavam no documento e estamos trabalhando muito no sentido de concretizar todas as propostas do Termo de Saneamento”, ressalta.

Visita – Para mostrar as mudanças ocorridas no curso de Medicina nos últimos seis meses, a UFPA, pretende receber novamente os servidores do MEC na Faculdade. “Vou solicitar ao MEC que a comissão venha fazer uma nova visita no início do próximo semestre. Cumprimos grande parte das exigências e o que falta conduzir está sendo encaminhado ou será no semestre que vem”, garante. “Nós estamos dispostos a ter excelência no curso”, completa a diretora Tânia Costa.

Curso – Atualmente, cerca de 850 alunos estão matriculados no curso de Medicina da UFPA. O Termo assinado em 2009, que levou ao documento divulgado na última quinta-feira, é resultado da performance insatisfatória do curso de Medicina da UFPA no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no ano de 2007. Em 2008, houve a divulgação da nota da UFPA – nota 2- e a partir daí houve um esforço conjunto do MEC e Universidade para sanar os problemas encontrados. O resultado do último Enade, realizado no dia 21 deste mês, ainda não foi divulgado.

Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

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